A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), afirmou que vai adotar medidas judiciais e administrativas contra o presidente da Câmara Municipal, vereador Wanderley Cerqueira (MDB), após declarações feitas durante sessão legislativa envolvendo o vereador Bruno Rios (PL). A fala gerou repercussão negativa e foi classificada por entidades como preconceituosa, com teor machista e indícios de violência política de gênero.
Em plenário, Wanderley Cerqueira afirmou que o vereador Bruno Rios estaria tentando “leitear” a prefeita. A expressão, segundo críticas, foi considerada inadequada e ofensiva.
Em entrevista, Flávia Moretti disse que pretende levar o caso à Justiça e também à própria Câmara Municipal. “Eu vou tomar minhas providências cabíveis na parte jurídica e ele responderá por aquilo que ele fala. A justiça será feita, a justiça dos homens e a de Deus será feita”, declarou.
A prefeita confirmou que já se reuniu com a equipe jurídica para tratar do caso e que os advogados estão preparando as medidas legais. Segundo ela, o pedido deve incluir representação tanto na esfera judicial quanto administrativa.
“Judiciais e a administrativa na Câmara Municipal. Eu vou entrar com o pedido”, afirmou.
Flávia também disse que vai solicitar a abertura de procedimento que pode resultar em cassação do mandato do parlamentar por quebra de decoro.
“Está sendo elaborado pelos advogados, é bem baseado, com várias falas. Não é a primeira vez que ele coloca a minha imagem de forma negativa como mulher política na Câmara”, disse.
A prefeita afirmou ainda que episódios anteriores já indicavam, segundo ela, um comportamento recorrente. “Já várias vezes ele fica mandando recado, essas coisas. Não foi a primeira vez”, acrescentou.
Questionada sobre o significado da expressão utilizada pelo vereador, Flávia preferiu não comentar. “Pergunta pra ele. Eu não quero nem falar, que dói”, disse.
A declaração de Wanderley Cerqueira repercutiu entre entidades e lideranças políticas, que classificaram o conteúdo como ofensivo e potencialmente caracterizador de violência política de gênero, prática que é vedada pela legislação brasileira.
O caso deve agora ter desdobramentos tanto na esfera judicial quanto no âmbito interno da Câmara Municipal de Várzea Grande.
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