A Justiça de Mato Grosso converteu em prisão preventiva a detenção em flagrante de dois homens suspeitos de feminicídio e tentativa de ocultação de cadáver em Tapurah. A decisão foi proferida pelo juiz plantonista Jean Paulo Leão Rufino durante audiência de custódia realizada no domingo (12).
Os suspeitos, identificados como Alair Ferreira de Lima e Hédio Antonio Machado, foram presos após a morte de uma jovem, ocorrida na noite de sexta-feira (10), em uma residência no município.
De acordo com a decisão, há indícios de que Alair seja o autor direto do crime. Ele foi encontrado no local com um facão, enquanto o corpo da vítima estava dentro de um “bag”, próximo a um veículo com o porta-malas aberto. No imóvel, também foram identificados vestígios de sangue e sinais de arrombamento .
Ainda conforme o processo, o suspeito teria confessado o crime e indicado os objetos utilizados na agressão, incluindo um pé de cabra e uma faca. A investigação aponta que a vítima foi atingida com múltiplos golpes na cabeça e perfurações na região do pescoço, o que, segundo o magistrado, evidencia violência intensa.
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Já em relação a Hédio, a decisão indica participação posterior ao crime, com indícios de tentativa de ocultação do cadáver. Testemunhas apontaram que ele teria ido ao local para ajudar a esconder o corpo e deixou a residência sem acionar as autoridades, mesmo diante da situação .
Ao analisar o caso, o juiz considerou que há elementos suficientes de autoria e materialidade, além de risco à ordem pública, o que justifica a manutenção da prisão. A decisão também destaca que a gravidade do crime, aliada à tentativa de ocultação do corpo, reforça a necessidade da medida cautelar.
“O feminicídio representa a expressão máxima da violência de gênero, e as circunstâncias concretas indicam periculosidade dos investigados”, registra trecho da decisão .
A defesa dos suspeitos pediu a concessão de liberdade provisória, com ou sem medidas cautelares, mas o pedido foi negado. O magistrado entendeu que medidas alternativas seriam insuficientes diante da gravidade dos fatos.
O juiz também rejeitou o pedido de segredo de Justiça, mantendo o processo com acesso público.
Os dois investigados permanecem presos enquanto o caso segue em investigação pela Polícia Civil.









