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Jurídico Sexta-feira, 18 de Setembro de 2026, 11:04 - A | A

Sexta-feira, 18 de Setembro de 2026, 11h:04 - A | A

OPERAÇÃO FARISEUS

Missionária e mãe viram rés por lavagem do CV; quatro mulheres são indiciadas por falso testemunho

O pai dela, apontado como pastor, não foi denunciado porque morreu em 5 de setembro. O MP terá de juntar a certidão de óbito.

Rojane Marta/Fatos de MT

Reprodução

Orminda e Rhavenna

A investigação da Operação Fariseus, que apura lavagem de dinheiro do Comando Vermelho em Cuiabá, terá um novo procedimento contra quatro mulheres indiciadas por falso testemunho. O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal, autorizou o uso das provas reunidas no processo principal nessa nova apuração. Segundo a decisão, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) informou que pretende oferecer acordo de não persecução penal às investigadas, em processo separado.

Ao autorizar o compartilhamento, o magistrado determinou que sejam preservadas a cadeia de custódia das provas e as garantias das investigadas. O uso do material em procedimentos relacionados já havia sido permitido pelo juiz das garantias na decisão que autorizou as medidas da investigação.

No processo principal, foram tornados réus a missionária Rhavenna Barcelos Cabeça de Almeida, a mãe dela, Orminda Carlos de Barcelos Almeida, e Renildo da Silva Rios, apontado pela investigação como uma das lideranças da facção. Os três respondem por organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Outros três parentes, Rhuan Barcelos da Conceição, Anatany Nina de Barcelos Souza Alves e Lo Rhuama Barcelos de Almeida Gobbi, respondem por lavagem de dinheiro. Todos terão dez dias para apresentar defesa. Quem não constituir advogado será representado pela Defensoria Pública.

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O juiz também retirou o sigilo do processo. Permanecerão com acesso restrito apenas os documentos que possam expor a intimidade dos denunciados.

O pai de Rhavenna, Nivaldo de Almeida, não foi denunciado. Segundo a decisão, o Ministério Público informou que ele morreu em 5 de setembro deste ano. O magistrado determinou a apresentação da certidão de óbito para formalizar a situação no processo.

Parte dos pedidos do Ministério Público foi negada. O juiz autorizou apenas a comunicação ao banco de dados do Sistema Nacional de Informações Criminais. Foram recusados os pedidos de comunicação ao cartório distribuidor, ao Instituto de Identificação Criminal e à Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), além do envio de informações sobre a denúncia a dois processos de execução penal de réus.

Segundo o magistrado, essas providências não precisam de autorização judicial e podem ser adotadas diretamente pelo Ministério Público.

Rhavenna permanece presa. A prisão preventiva foi decretada em outro processo, que tramita no Núcleo do Juiz das Garantias. Eventual pedido de soltura ou substituição da prisão por medidas cautelares deverá ser apresentado nesses autos. Jean Garcia solicitou o envio do processo à 7ª Vara Criminal.

Segundo denúncia do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), Rhavenna e a mãe usavam um grupo de evangelização para entrar em presídios e fazer a ligação entre presos e integrantes da facção em liberdade, além de movimentar dinheiro do grupo. Rhavenna foi presa em julho, durante a Operação Fariseus, da Polícia Civil. As defesas negam as acusações.

 

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