27 de Outubro de 2026
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Polícia Sexta-feira, 24 de Julho de 2026, 14:45 - A | A

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esquema de fraudes

Casal é alvo de operação por suspeita de vender consórcios falsos e aplicar golpes em consumidores

Investigação aponta que suspeitos anunciavam cartas de crédito supostamente contempladas, recebiam valores de entrada e não entregavam os contratos prometidos.

Da Redação

Ilustração/Canva

Casal é alvo de operação por suspeita de vender consórcios falsos e aplicar golpes em consumidores

Casal é alvo de operação por suspeita de vender consórcios falsos e aplicar golpes em consumidores

A Polícia Civil cumpriu, na manhã desta sexta-feira (24.07), quatro ordens judiciais contra um casal investigado por suspeita de aplicar golpes na venda de contratos de consórcio inexistentes. A operação foi realizada pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), durante investigação que apura um suposto esquema de fraudes envolvendo cartas de crédito.

Segundo a investigação, os suspeitos, de 35 e 33 anos, utilizavam redes sociais para anunciar contratos de consórcio supostamente contemplados. Eles prometiam a liberação do crédito poucos dias após o pagamento de um valor de entrada. No entanto, após receberem os depósitos, o compromisso não era cumprido.

Conforme a Polícia Civil, em diversos casos as vítimas não receberam a carta de crédito prometida e, em alguns deles, sequer houve a contratação do consórcio junto à administradora de uma montadora de veículos. A apuração indica que as ofertas divulgadas eram falsas.

As investigações apontam ainda que o casal repetia o mesmo modo de atuação em diferentes negociações. De acordo com os elementos reunidos no inquérito, os investigados convenciam os consumidores a antecipar pagamentos sob a promessa de rápida liberação do crédito. A Decon informou que há outros registros de ocorrências com características semelhantes, reforçando a suspeita de continuidade da prática criminosa.

Durante o cumprimento dos mandados, policiais civis realizaram busca e apreensão na residência dos investigados e cumpriram medidas cautelares determinadas pela Justiça. Entre elas estão a proibição de exercer, direta ou indiretamente, atividades relacionadas à oferta e comercialização de contratos de consórcio, a proibição de deixar a comarca sem autorização judicial e o uso de tornozeleira eletrônica por um dos investigados.

As medidas foram solicitadas pelo delegado titular da Decon, Rogério Ferreira, receberam parecer favorável do Ministério Público Estadual e foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá.

As investigações continuam para identificar outras possíveis vítimas e eventuais participantes do esquema. Caso sejam condenados, os investigados poderão responder por estelionato qualificado pelo uso de meio eletrônico, crime com pena de até oito anos de prisão, além de multa.

A Polícia Civil orienta que pessoas que tenham sido vítimas de situações semelhantes procurem a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor para registrar a ocorrência e apresentar a documentação relacionada ao caso.

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