23 de Abril de 2026
00:00:00

Polícia Quinta-feira, 23 de Abril de 2026, 08:17 - A | A

Quinta-feira, 23 de Abril de 2026, 08h:17 - A | A

Operação Aposta Perdida

Grupo criminoso de MT é alvo de operação por exploração de apostas ilegais e lavagem de dinheiro

Operação Aposta Perdida cumpre mandados contra grupo criminoso ligado à lavagem de dinheiro e exploração de jogos de azar online.

Da Redação

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (23.04), a Operação Aposta Perdida para cumprir 34 ordens judiciais contra um grupo criminoso formado por membros de uma mesma família. Eles são investigados por lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração de jogos de azar online.

Os mandados foram expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá, e estão sendo cumpridos em Cuiabá, Várzea Grande e Itapema (SC). As ordens incluem sete mandados de busca e apreensão, duas suspensões de atividades econômicas, bloqueio de contas em redes sociais, apreensão de passaportes e o sequestro de imóveis e veículos. Também foi determinado o bloqueio de até R$ 10 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas ligadas ao grupo.

A investigação revelou que o esquema estava centrado na divulgação e intermediação de plataformas ilegais de apostas online, popularizadas como “jogo do tigrinho”. Os suspeitos usavam redes sociais para atrair vítimas com promessas de ganhos rápidos, em um modelo com características de pirâmide financeira, que dependia da entrada constante de novos usuários.

O principal investigado é apontado como responsável por coordenar a movimentação financeira e ocultar a origem dos recursos. O grupo teria utilizado empresas de fachada, contas de terceiros e a aquisição de bens de alto valor para dar aparência de legalidade ao dinheiro obtido de forma ilícita.

Entre os bens identificados pela investigação estão imóveis de luxo e veículos importados, como BMW, Land Rover e Porsche. Segundo os investigadores, o patrimônio encontrado é incompatível com a renda declarada pelos envolvidos.

A operação também aponta o uso de "laranjas", empresas de fachada e operações simuladas para dificultar o rastreamento do dinheiro. Relatórios técnicos indicaram movimentações milionárias, inconsistências fiscais e conexões com outros investigados por crimes semelhantes, incluindo ligações internacionais.

Outro ponto destacado pela apuração é o papel de familiares do principal investigado nas redes sociais. A esposa e a cunhada dele, de acordo com a polícia, usavam perfis com grande número de seguidores para divulgar as plataformas ilegais, postando sobre supostos ganhos e incentivando novos cadastros. Parte desse conteúdo utilizava contas demonstrativas para simular lucros.

O padrão de vida exibido nas redes sociais também chamou a atenção da investigação. Em um curto período, o grupo passou a ostentar imóveis de luxo, veículos caros e viagens frequentes, sem comprovação de renda compatível.

O objetivo da operação é interromper as atividades do esquema criminoso, bloquear a circulação do dinheiro e reunir provas para responsabilizar os envolvidos.

Esta ação faz parte da Operação Pharus, um planejamento estratégico da Polícia Civil para 2026, dentro do programa Tolerância Zero. A operação também integra a Operação Nacional da Renorcrim, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, que mobiliza unidades especializadas no combate ao crime organizado em todo o país.

Com informações PJC.

Siga o instagram do Fatos (CLIQUE AQUI)

Participe do grupo do Fatos (CLIQUE AQUI).

Comente esta notícia

65 99690-6990 65 99249-7359

contato@fatosdematogrosso.com.br