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Polícia Terça-feira, 07 de Abril de 2026, 09:17 - A | A

Terça-feira, 07 de Abril de 2026, 09h:17 - A | A

Operação Coroa Quebrada

Operação mira facção e cumpre 21 ordens judiciais em Mato Grosso

Investigação aponta atuação estruturada da organização criminosa, com envolvimento em tráfico, homicídios e disputa territorial

Da Redação

A Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira (07.04), a Operação Coroa Quebrada para desarticular uma facção criminosa envolvida com tráfico de drogas, homicídios e disputa territorial em Cáceres (a 218 km de Cuiabá). Ao todo, são cumpridas 21 ordens judiciais contra integrantes do grupo.

As medidas incluem quatro mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, após parecer favorável do Ministério Público.

Os mandados são cumpridos simultaneamente nos municípios de Cáceres (a 218 km de Cuiabá), Cuiabá, Rondonópolis (a 218 km de Cuiabá) e Nova Mutum (a 269 km de Cuiabá).

A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Cáceres, com apoio da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) de Cuiabá, identificou ao menos 28 integrantes da organização criminosa.

Segundo a Polícia Civil, o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de funções. Entre as atividades identificadas estão o abastecimento de drogas, fornecimento de armas, execução de homicídios, logística criminosa e participação em roubos de veículos.

Entre os alvos está uma mulher apontada como liderança da facção, conhecida como “Princesa”. Ela está presa na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, e, conforme a investigação, continuava exercendo influência sobre o grupo mesmo detida.

De acordo com as apurações, os integrantes atuavam em funções específicas, como armeiros, executores, responsáveis pelo transporte de entorpecentes e pela distribuição de armamentos.

O delegado da Draco de Cáceres, Fabrício Alencar, destacou que a organização apresentava alto nível de estruturação e utilizava tecnologia para comunicação interna.

O nome da operação faz referência à líder da facção, cuja atuação, segundo a Polícia Civil, foi atingida com o cumprimento das ordens judiciais.

A ação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026, voltado ao enfrentamento das facções criminosas no Estado.

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