Reprodução/Ricardo Stuckert

Chefes dos Três Poderes participam de desfile de 7 de Setembro em Brasília
Os chefes dos Três Poderes participaram, na manhã desta segunda-feira (07.09), do desfile cívico-militar de 7 de Setembro, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. A cerimônia pelos 204 anos da Independência do Brasil teve caráter mais institucional em meio ao período eleitoral e reuniu cerca de 70 mil pessoas, segundo estimativa da Presidência da República.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acompanhou o desfile ao lado da primeira-dama Janja da Silva e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que estava acompanhado da mulher, Lu Alckmin.
Também estiveram na cerimônia o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin; o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP); e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), além de ministros do Governo Federal.
A presença de Fachin chama atenção porque, em 2025, nenhum ministro do STF compareceu às comemorações da Independência. Naquele ano, o desfile ocorreu durante o julgamento da trama golpista que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e três meses de prisão.
Já em 2024, integrantes do Supremo participaram da cerimônia, entre eles Luís Roberto Barroso, então presidente da Corte, Edson Fachin, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
Neste ano, o desfile teve tom mais sóbrio diante da campanha para as Eleições Gerais de 2026. Por recomendação da Advocacia-Geral da União (AGU), a programação manteve caráter institucional, evitando elementos que pudessem ser interpretados como manifestação político-partidária ou tentativa de influenciar o eleitorado. Não houve discursos de autoridades durante a cerimônia.
A programação foi organizada em três eixos: soberania nacional, enfrentamento à violência contra as mulheres e Copa do Mundo Feminina de 2027. O tradicional desfile das tropas da Marinha, do Exército e da Força Aérea também integrou as comemorações.
Soberania ganha destaque
A defesa da soberania nacional ganhou espaço no discurso do Governo Federal após as tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a produtos brasileiros no ano passado. O tema também passou a integrar a campanha de Lula à reeleição.
Em pronunciamento transmitido em rede nacional de rádio e televisão no domingo (6), Lula afirmou que o Brasil não aceitará interferências externas.
“Precisamos nos manter fortes e altivos, sem baixar a cabeça, para não deixarmos que o Brasil se transforme, novamente, em colônia de outras potências estrangeiras. Não somos, e não seremos colônia de ninguém”, declarou.
O presidente também defendeu que a soberania envolve a capacidade do país de proteger território, fronteiras, riquezas naturais e a população diante de interesses estrangeiros.
Outro eixo do desfile foi o enfrentamento à violência contra as mulheres. Em maio, Lula sancionou medidas de proteção às vítimas de violência doméstica, incluindo a criação do Cadastro Nacional de Agressores.
A programação ainda abriu espaço para a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil entre 24 de junho e 25 de julho. Será a primeira edição do torneio feminino sediada na América do Sul.
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