19 de Setembro de 2026
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Política Segunda-feira, 07 de Setembro de 2026, 11:53 - A | A

Segunda-feira, 07 de Setembro de 2026, 11h:53 - A | A

Independência do Brasil

Chefes dos Três Poderes participam de desfile de 7 de Setembro em Brasília

Cerimônia pelos 204 anos da Independência teve caráter institucional em meio à campanha eleitoral e destacou soberania

Redação/Fatos de MT

Reprodução/Ricardo Stuckert

Chefes dos Três Poderes participam de desfile de 7 de Setembro em Brasília

Chefes dos Três Poderes participam de desfile de 7 de Setembro em Brasília

Os chefes dos Três Poderes participaram, na manhã desta segunda-feira (07.09), do desfile cívico-militar de 7 de Setembro, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. A cerimônia pelos 204 anos da Independência do Brasil teve caráter mais institucional em meio ao período eleitoral e reuniu cerca de 70 mil pessoas, segundo estimativa da Presidência da República.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acompanhou o desfile ao lado da primeira-dama Janja da Silva e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que estava acompanhado da mulher, Lu Alckmin.

Também estiveram na cerimônia o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin; o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP); e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), além de ministros do Governo Federal.

A presença de Fachin chama atenção porque, em 2025, nenhum ministro do STF compareceu às comemorações da Independência. Naquele ano, o desfile ocorreu durante o julgamento da trama golpista que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e três meses de prisão.

Já em 2024, integrantes do Supremo participaram da cerimônia, entre eles Luís Roberto Barroso, então presidente da Corte, Edson Fachin, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

Neste ano, o desfile teve tom mais sóbrio diante da campanha para as Eleições Gerais de 2026. Por recomendação da Advocacia-Geral da União (AGU), a programação manteve caráter institucional, evitando elementos que pudessem ser interpretados como manifestação político-partidária ou tentativa de influenciar o eleitorado. Não houve discursos de autoridades durante a cerimônia.

A programação foi organizada em três eixos: soberania nacional, enfrentamento à violência contra as mulheres e Copa do Mundo Feminina de 2027. O tradicional desfile das tropas da Marinha, do Exército e da Força Aérea também integrou as comemorações.

Soberania ganha destaque

A defesa da soberania nacional ganhou espaço no discurso do Governo Federal após as tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a produtos brasileiros no ano passado. O tema também passou a integrar a campanha de Lula à reeleição.

Em pronunciamento transmitido em rede nacional de rádio e televisão no domingo (6), Lula afirmou que o Brasil não aceitará interferências externas.

“Precisamos nos manter fortes e altivos, sem baixar a cabeça, para não deixarmos que o Brasil se transforme, novamente, em colônia de outras potências estrangeiras. Não somos, e não seremos colônia de ninguém”, declarou.

O presidente também defendeu que a soberania envolve a capacidade do país de proteger território, fronteiras, riquezas naturais e a população diante de interesses estrangeiros.

Outro eixo do desfile foi o enfrentamento à violência contra as mulheres. Em maio, Lula sancionou medidas de proteção às vítimas de violência doméstica, incluindo a criação do Cadastro Nacional de Agressores.

A programação ainda abriu espaço para a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil entre 24 de junho e 25 de julho. Será a primeira edição do torneio feminino sediada na América do Sul.

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