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Política Sexta-feira, 13 de Março de 2026, 10:58 - A | A

Sexta-feira, 13 de Março de 2026, 10h:58 - A | A

provocação

Coronel Fernanda rebate Mauro e diz que conhece estradas de MT melhor que o governador

Deputada federal do PL também defende pré-candidaturas de Wellington Fagundes e José Medeiros e cobra mais investimento em efetivo na segurança pública

Rojane Marta/Fatos de MT

A deputada federal Coronel Fernanda (PL) respondeu nesta sexta-feira (13) à provocação feita pelo governador Mauro Mendes (União) sobre sua presença no interior de Mato Grosso e afirmou que conhece as estradas do Estado melhor do que ele. Em entrevista, a parlamentar também reforçou que o Partido Liberal considera definida a pré-candidatura do senador Wellington Fagundes ao governo estadual, apontou o deputado federal José Medeiros como nome da sigla ao Senado e cobrou reforço no efetivo das forças de segurança diante do aumento dos casos de feminicídio no Estado.

A resposta ocorreu após um comentário atribuído ao governador, que teria sugerido que a deputada deveria circular mais pelo interior. Coronel Fernanda reagiu em tom irônico e afirmou que costuma percorrer o Estado de carro, conhecendo de perto a realidade das rodovias.

“Se ele quer que eu vá andar de avião com ele, aí estou tranquila. Porque estou tão cansada de ficar andando só de carro pelas estradas de Mato Grosso, nos 142 municípios. Se ele quiser vir comigo também, estou convidando ele a andar de carro junto comigo”, disse.

Na parte política da entrevista, a deputada afirmou que o PL já estruturou seu projeto eleitoral em Mato Grosso. Segundo ela, o senador Wellington Fagundes é o nome escolhido pelo partido para disputar o Palácio Paiaguás, enquanto José Medeiros aparece como pré-candidato da sigla ao Senado.

“Já está sacramentado. Isso doa quem doer, queira quem não queira. O problema de cada um”, declarou a parlamentar ao comentar a disputa pelo governo do Estado.

Coronel Fernanda afirmou ainda que o partido não pretende abrir mão de disputar cargos majoritários em Mato Grosso. Questionada sobre possíveis composições para a eleição ao Senado, ela disse que qualquer definição dependerá das direções estadual e nacional do partido e deverá considerar o projeto presidencial do grupo bolsonarista.

Nos bastidores, o PL vive um período de articulação política e divergências sobre alianças e palanques. Parte dessas tensões envolve declarações recentes do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), que demonstrou desconforto com a candidatura de Wellington Fagundes, embora tenha reconhecido a decisão da legenda.

A deputada também abordou o crescimento da violência contra a mulher em Mato Grosso e defendeu o fortalecimento da rede de proteção. Segundo ela, o enfrentamento ao feminicídio exige ação conjunta entre governos e equipes capacitadas para identificar sinais de violência antes que os casos evoluam para crimes letais.

“Temos que ter grupos capacitados para atender a mulher que é vítima de violência. Porque o feminicídio não acontece do dia para a noite. Ele vem dando sinais”, afirmou.

Dados do Observatório Caliandra, do Ministério Público de Mato Grosso, apontam que o Estado registrou 342 feminicídios entre 2019 e o início de 2026. Desse total, 32 vítimas possuíam medida protetiva ativa no momento da morte.

Na avaliação da deputada, uma das principais dificuldades está no número de profissionais da segurança pública. Coronel Fernanda afirmou que o efetivo atual não acompanha a demanda e citou a falta de concursos públicos em quantidade suficiente para substituir servidores aposentados.

“Não tem efetivo na segurança pública. Um homem para ser formado na segurança pública demora um ano. Há quanto tempo nós não temos concurso público? Nós estamos perdendo só agora, nesses dois últimos anos, mais de dois mil homens que estão aposentando”, declarou.

Questionada sobre a falta de investimento na área, a parlamentar afirmou que o principal gargalo está na reposição de pessoal. “Investimento no recurso humano, sim. E muito”, disse.

Ao concluir, Coronel Fernanda comentou a decisão do governo federal de zerar PIS e Cofins sobre o diesel e afirmou que o momento exige medidas para evitar que o aumento do combustível pressione o custo de vida da população. Segundo ela, a alta do diesel impacta diretamente a cadeia de preços no país.

 

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