O deputado estadual Júlio Campos (União) criticou a demissão dos 56 profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e contestou a versão do Governo de Mato Grosso de que houve melhora no atendimento após mudanças no serviço. A declaração foi feita nesta terça-feira (07.04), em meio a divergências sobre os impactos da reestruturação.
O Governo do Estado afirma que o tempo de resposta às ocorrências caiu de 25 para 16 minutos — redução de 36% — após a integração do Samu com o Corpo de Bombeiros, implantada em 2025. Segundo a gestão estadual, a mudança também ampliou em 30% o número de atendimentos e dobrou a quantidade de ambulâncias disponíveis na Capital.
Apesar disso, servidores do Samu denunciam o desligamento de profissionais e alertam para o risco de fechamento de até 40% das unidades em Cuiabá e Várzea Grande.
Júlio Campos classificou a decisão como equivocada e criticou a condução da Secretaria de Estado de Saúde. “É lamentável a atitude intransigente da Secretaria de Estado de Saúde com esses profissionais”, afirmou.
O parlamentar também questionou o encerramento dos contratos, destacando que o financiamento do serviço é federal. “O dinheiro do Samu é federal. Não há por que dispensar esses servidores”, disse.
Além disso, ele afirmou que há indícios de impacto direto no atendimento, com unidades sem funcionamento. “Não se pode brincar com a saúde. Há postos desativados e isso é muito sério”, declarou.
O Governo, por sua vez, sustenta que cerca de 50 contratos temporários foram encerrados por vencimento e que não há déficit de profissionais. A Secretaria de Saúde afirma ainda que a estrutura atual é suficiente para manter o serviço sem redução de cobertura.







