O deputado estadual Fabio Tardin anunciou nesta quarta-feira (4), durante sessão plenária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, que decidiu renunciar à titularidade e à suplência em todas as comissões permanentes da Casa. A decisão foi comunicada por meio de memorando protocolado à Mesa Diretora após o parlamentar afirmar que acordos internos do bloco parlamentar sobre a composição das comissões não foram respeitados.
Na tribuna, o deputado disse que a decisão foi motivada por divergências internas relacionadas às indicações para as comissões permanentes da Assembleia. Segundo ele, compromissos previamente discutidos dentro do bloco não teriam sido cumpridos pela liderança.
“Subo aqui com um misto de indignação de como não se fazer política. Infelizmente cada dia está pior. Ninguém honra mais a sua palavra”, afirmou.
De acordo com o parlamentar, havia um entendimento inicial sobre a divisão de espaços na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR). Pelo acordo, o deputado Eugênio de Paiva permaneceria dois anos no colegiado e, em seguida, a vaga seria ocupada por Fabinho pelos dois anos seguintes da legislatura.
O deputado afirmou que o compromisso não foi respeitado e classificou a situação como quebra de palavra dentro do bloco parlamentar. Durante o discurso, ele também declarou que a condução das indicações para as comissões ocorreu de forma unilateral.
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No memorando encaminhado à Mesa Diretora, o parlamentar informou que não se sente representado pela atual liderança do bloco nas definições relacionadas às comissões e, por isso, decidiu se afastar das funções.
Fabinho afirmou ainda que a decisão não representa rompimento com os demais integrantes do bloco parlamentar, mas sim uma posição de coerência diante do que chamou de ruptura do alinhamento previamente estabelecido.
“Essa decisão não representa desconsideração ao bloco. Tenho respeito institucional pelos colegas, mas não posso permanecer em funções definidas sem que os compromissos sejam respeitados”, disse.
Durante o pronunciamento, o deputado também cobrou respeito ao seu mandato e aos votos recebidos na última eleição. Ele afirmou ter sido eleito com 29.709 votos e defendeu que a atuação parlamentar deve ser baseada em diálogo, transparência e cumprimento de acordos políticos.
Ao final do discurso, Fabinho pediu oficialmente que a Mesa Diretora retire seu nome de todas as comissões em que tenha sido indicado sem sua autorização.








