O vereador Ilde Taques (Podemos) foi eleito nesta terça-feira (6) presidente da Câmara Municipal de Cuiabá para o biênio 2027/2028, com os votos dos 27 parlamentares. Ele encabeçou a chapa "Lealdade e Compromisso", a única registrada, e chegou à votação sem adversário depois que o grupo da atual presidente, Paula Calil (PL), e a base do prefeito Abilio Brunini (PL) recuaram de apresentar candidatura própria. A nova Mesa toma posse em 1º de janeiro de 2027.
Nenhum vereador do PL, partido do prefeito e da atual presidente, integra a nova Mesa Diretora. Eduardo Magalhães (Republicanos) será o 1º vice-presidente, e Maria Avalone (PSDB), a 2ª vice. A 1ª Secretaria ficará com Adevair Cabral (Solidariedade), e a 2ª Secretaria, com Michelly Alencar (União).
A unanimidade encerrou meses de disputa nos bastidores. Impedida pelo Regimento Interno de disputar um segundo mandato na mesma legislatura, Paula Calil articulou uma mudança na regra, mas não convenceu os colegas, e a alteração foi engavetada.
Sem poder concorrer, o grupo da presidente passou a apoiar Dilemário Alencar (União), com Mário Nadaf (PV) como candidato a vice. O grupo contabilizou 13 apoios, um a menos que a maioria. Ilde ampliou a base e anunciava, antes da sessão, o apoio de 15 colegas. Dilemário desistiu e declarou voto no adversário.
Na véspera, o próprio Abilio reconheceu o resultado e liberou seus aliados para votar em Ilde. "O Ilde é o próximo presidente da Câmara Municipal. Isso não tem dúvida, isso é certo", disse o prefeito.
No discurso antes da votação, Ilde classificou a eleição como talvez a mais disputada da história da Mesa Diretora da Câmara e afirmou que o processo foi "com certeza a maior lição que já tive na política". Ele propôs um pacto em favor da população, com prioridade para saúde e educação, e defendeu "uma Câmara forte, independente, harmônica e transparente".
Ilde vai comandar um orçamento de R$ 117,5 milhões. O valor está na proposta da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027, enviada por Abilio, e representa cerca de R$ 5,6 milhões a mais do que a Câmara recebeu neste ano. A proposta ainda vai a plenário, e a data da votação não foi definida.
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