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Política Terça-feira, 03 de Fevereiro de 2026, 16:44 - A | A

Terça-feira, 03 de Fevereiro de 2026, 16h:44 - A | A

Senado

Jayme Campos defende PEC da Segurança e endurecimento contra facções

Senador elenca prioridades para o ano legislativo e cobra resultados concretos do Congresso

Rojane Marta/Fatos de MT

O senador Jayme Campos afirmou nesta terça-feira (3), em pronunciamento no plenário do Senado, que a segurança pública será a principal prioridade do Congresso em 2026 e defendeu uma agenda legislativa voltada a resultados concretos para a população. A fala ocorreu na abertura do ano legislativo e destacou que, por se tratar de um ano eleitoral, a sociedade espera responsabilidade e produtividade do Parlamento.

Segundo o senador, a criminalidade organizada exige resposta firme do Estado. Ele disse que vai trabalhar pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição da segurança pública e do projeto de lei antifacção, com o objetivo de endurecer o combate às organizações criminosas e garantir que o cidadão possa circular com segurança. No mesmo eixo, defendeu a política de feminicídio zero e afirmou que a violência contra a mulher precisa ser tratada como prioridade nacional, sem tolerância ou relativização.

Jayme Campos também destacou o apoio aos pequenos empreendedores como uma das frentes centrais do seu mandato. Ele afirmou que pretende lutar pela aprovação do Projeto de Lei Complementar 108, de 2021, de sua autoria, que atualiza o teto de faturamento do microempreendedor individual. Segundo o senador, o limite está congelado há quase dez anos e hoje funciona como entrave ao crescimento de quem gera emprego e renda.

Ao tratar do setor produtivo, o senador reforçou a defesa do agronegócio e da segurança jurídica no campo. Ele voltou a sustentar a aplicação do marco temporal das terras indígenas como forma de garantir previsibilidade, reduzir conflitos e assegurar equilíbrio entre produção e preservação. Jayme Campos também pediu maior atenção à agricultura familiar, com ampliação de crédito e fortalecimento de políticas públicas.

Durante o discurso, o parlamentar chamou atenção para a crise do endividamento rural, agravada por estiagens, enchentes e eventos climáticos extremos. Ele defendeu a aprovação do Projeto de Lei 2.951, de 2024, do qual foi relator, que moderniza o seguro rural. Para o senador, o instrumento é fundamental para proteger produtores e reduzir riscos em um cenário de instabilidade climática.

Na área econômica, Jayme Campos criticou a manutenção da taxa básica de juros em patamares elevados. Segundo ele, a Selic alta sufoca investimentos, restringe o acesso ao crédito e penaliza especialmente Mato Grosso, maior produtor agrícola do país. O senador defendeu uma política monetária previsível e voltada à geração de emprego e renda.

O parlamentar também defendeu a aprovação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. Para ele, o tratado representa uma oportunidade histórica de ampliação de mercados, sobretudo para o agronegócio brasileiro. Na política ambiental, afirmou que conservação e produção precisam caminhar juntas e defendeu uma agenda verde pragmática, com valorização da bioeconomia.

Ao encerrar, Jayme Campos disse que o Congresso precisa avançar em uma agenda social voltada à redução das desigualdades regionais, com investimentos em habitação, saúde, educação, creches, proteção às crianças e cuidado com idosos. Ele também citou a necessidade de qualificação profissional, proteção digital, investimentos em infraestrutura, fortalecimento das agroindústrias e estímulo às energias renováveis, como o etanol de milho e a energia solar.

Segundo o senador, o Brasil espera mais sensibilidade social e compromisso com os problemas do dia a dia da população. Ele afirmou que encara o novo ano legislativo como uma oportunidade de ampliar resultados e deixar um legado positivo.

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