O deputado federal José Medeiros (PL) criticou o debate recente sobre o fim da escala 6x1 e afirmou que a legislação já permite flexibilidade nas jornadas de trabalho. Em entrevista nesta terça (31), o parlamentar classificou a discussão como “conversa” e acusou o governo federal de utilizar o tema para mobilização política.
Segundo Medeiros, não há necessidade de novas mudanças legais, pois a atual legislação já possibilita acordos entre empregadores e funcionários.
“Esse assunto já está liberado. O resto é conversa fiada de Lula, que está desesperado para colocar isso na pauta. Hoje está totalmente liberado, até a escala que você quiser. O empresário, junto com seus funcionários, pode ajustar”, afirmou.
O deputado também disse que o debate estaria sendo utilizado para reforçar discursos de divisão social.
“Isso é coisa para criar factoide, reviver discurso de classe, de rico contra pobre. Ficam dizendo que um é contra trabalhador, outro é a favor, mas não é isso”, declarou.
Medeiros ainda criticou o que chamou de “contradição” nos bastidores da discussão. Segundo ele, enquanto publicamente há defesa de mudanças mais amplas na jornada, internamente as propostas seriam mais restritas.
“Eles estão sacaneando com a turma. Dizem que são contra a escala 6x1, mas nos bastidores estão falando só em mexer no sábado, tirar algumas horas. Tem gente achando que vai trabalhar dois ou três dias por semana, mas não é isso”, afirmou.
O parlamentar também comentou a repercussão política do tema e disse que não pretende aderir ao debate. “Eu não entro nessa palestra, porque é bater palma para maluco dançar”, disse.
Durante a entrevista, Medeiros ainda avaliou a movimentação de outros agentes políticos em torno da pauta e afirmou que o tema pode estar sendo explorado com foco eleitoral.
“Tem muita gente querendo entrar nessa pauta agora. Todo voto é bem-vindo, voto não se joga fora”, declarou.
Ao final, o deputado fez referência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao comentar o cenário político. “Se o Lula quiser desistir e apoiar a nossa candidatura, está tudo certo”, afirmou.








