Durante sessão da Câmara de Cuiabá nesta terça-feira (31), a vereadora Maysa Leão (Republicanos) denunciou problemas estruturais em uma unidade de educação infantil no bairro Santa Terezinha II e cobrou providências da Prefeitura. Segundo a parlamentar, a Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Marília Inês Pedrolo Salomão apresenta falhas graves de infraestrutura que colocam em risco a segurança e a saúde de crianças de 0 a 5 anos.
A fala foi baseada em vistorias realizadas por meio do programa SOS Unidades Escolares, que tem identificado irregularidades em diferentes unidades da rede municipal.
Ao detalhar a situação da escola, Maysa relatou que o muro está danificado e substituído por alambrado comprometido, o que facilita a entrada de pessoas estranhas e a saída de crianças sem supervisão.
“Não dá para aceitar uma unidade com crianças tão pequenas com muro quebrado e acesso facilitado. Isso coloca em risco a segurança delas”, afirmou.
A vereadora também destacou a presença de pombos no refeitório, apontando que o ambiente onde as crianças se alimentam apresenta condições inadequadas de higiene.
“É um espaço insalubre. As crianças fazem refeições com pombos circulando e sujeira no local”, disse.
Outro problema citado foi a situação dos banheiros. Segundo a parlamentar, o banheiro masculino está danificado, o que obriga alunos a utilizarem o banheiro feminino, situação considerada inadequada.
A unidade atende ainda 17 crianças com laudo, acompanhadas por cuidadores. A vereadora alertou que, diante das condições estruturais, há risco aumentado de fuga, especialmente entre crianças neurodivergentes.
“A gente sabe que essas crianças podem não ter noção de perigo. Com a estrutura atual, o risco é maior”, pontuou.
Maysa Leão também afirmou que já encaminhou solicitações a diferentes órgãos municipais, incluindo a Secretaria de Educação, a Secretaria de Obras e a Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), para limpeza da área externa, retirada de entulhos e realização de reparos.
Apesar disso, segundo ela, há demora no atendimento das demandas.
“Essa é mais uma escola que a gente traz aqui e, infelizmente, estamos enfrentando morosidade para resolver problemas urgentes”, declarou.
A vereadora defendeu prioridade na recuperação da unidade e afirmou que o cenário encontrado não é isolado, mas se repete em outras escolas da rede municipal.







