O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, admitiu que o fim do FETHAB 2 vai reduzir recursos para investimentos no Estado, mas afirmou que a decisão foi necessária diante da crise enfrentada pelo setor produtivo. Em entrevista nesta terça-feira (14), ele disse que o governo terá que rever obras e ajustar o caixa para compensar a perda de arrecadação.
Segundo Pivetta, o fundo, criado para financiar infraestrutura e habitação, continuará em vigor até o fim de 2026, mas não será renovado. “Vai fazer falta, é óbvio que faz. O FETHAB é um fundo exclusivo para infraestrutura e moradia”, declarou.
A decisão de não reeditar o fundo, de acordo com o governador, atende a um pedido do próprio setor econômico, que enfrenta dificuldades. Ele classificou o momento como uma crise “muito grave” e disse que o alívio tributário é uma resposta ao cenário. “É natural que a gente alivie a carga sobre o setor que vem contribuindo ao longo dos últimos 20, 25 anos”, afirmou.
Com a redução prevista de receita, o governo já trabalha com revisão de investimentos. Pivetta disse que o Estado vai adequar os projetos à capacidade de arrecadação, o que pode impactar diretamente obras de infraestrutura.
Apesar disso, o governador garantiu a manutenção da meta de construção de 60 mil moradias durante a gestão. O programa prevê subsídios de até R$ 35 mil por unidade, com possibilidade de valores maiores em casos específicos, como para mulheres em situação de vulnerabilidade.
Na área política, Pivetta indicou que o deputado estadual Dilmar Dal Bosco deve permanecer, ao menos por ora, como líder do governo na Assembleia Legislativa. Ele afirmou que a definição final será discutida com a Casa Civil, mas sinalizou continuidade. “Por hora é o Dilmar, porque não mudou nada”, disse.
O governador também comentou mudanças no estilo de gestão e disse que pretende manter uma atuação mais direta e menos cercada por estrutura de segurança. Ao ser questionado sobre a condução política, resumiu a estratégia: “Eu trabalho. Trabalho contorna isso”.









