19 de Setembro de 2026
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Política Segunda-feira, 14 de Setembro de 2026, 14:05 - A | A

Segunda-feira, 14 de Setembro de 2026, 14h:05 - A | A

REAJUSTE VETADO

Prefeito veta reajuste anual de vereadores com pagamento retroativo em MT

Projeto aprovado pela Câmara previa correção anual dos subsídios pelo INPC desde 1º de janeiro deste ano

Rojane Marta/Fatos de MT

Reprodução

Sem cálculo de impacto, prefeito veta correção anual dos subsídios de vereadores

Sem cálculo de impacto, prefeito veta correção anual dos subsídios de vereadores

O prefeito de Porto Alegre do Norte, Carlos Roberto Tomazetto (União Brasil), vetou integralmente o projeto de lei que instituía a correção anual dos subsídios dos vereadores pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor, o INPC, com efeitos retroativos a 1º de janeiro de 2026. O Veto nº 004/2026 foi assinado em 11 de setembro e publicado nesta segunda-feira (14) no Diário Oficial do Estado. A proposta era de iniciativa da Mesa Diretora da Câmara e foi aprovada pelos vereadores na sessão ordinária de 26 de agosto.

Nas razões do veto, o Executivo afirma que o projeto menciona a existência de dotação orçamentária, mas não apresentou a estimativa do impacto financeiro da medida nem os elementos técnicos que demonstrariam sua compatibilidade com as leis orçamentárias do município. A administração sustenta que a simples ressalva genérica de que há previsão de recursos não atende ao que determinam os artigos 16 e 17 da Lei de Responsabilidade Fiscal.

O Projeto de Lei nº 12/2026 alterava o artigo 3º da Lei Municipal nº 1.150, de 22 de julho de 2024, que fixou os subsídios dos vereadores para a atual legislatura. Pela redação aprovada, os valores passariam a ser atualizados todo ano pela variação do INPC.

O prefeito também apontou a retroatividade a 1º de janeiro como fator que amplia o impacto financeiro e reforça a necessidade de demonstração prévia dos valores, que, segundo ele, não constou da proposta. O veto foi classificado como integral, por razões jurídicas e de interesse público.

Nem o projeto nem o texto publicado informam o valor atual dos subsídios, o percentual que seria aplicado ou o custo total da correção para os cofres da Câmara. O INPC, índice escolhido como referência, encerrou 2025 com alta de 3,90%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

A Câmara de Porto Alegre do Norte é formada por nove vereadores e presidida por Deusimar Boroca (Republicanos), que integra a Mesa Diretora autora da proposta. O município fica na região do Norte Araguaia, a cerca de 1,1 mil quilômetros de Cuiabá.

Com a publicação, o veto retorna ao Legislativo, que decide se o mantém ou o derruba, nos prazos e no quórum previstos na Lei Orgânica municipal. O documento não traz data para a apreciação.

 

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