O presidente da Câmara Municipal de Sinop, vereador Remídio Kuntz (Republicanos), fez críticas à prefeitura durante a sessão realizada na segunda-feira (02.03) e afirmou que projetos do Executivo podem ser analisados apenas no limite do prazo caso não haja diálogo com o Legislativo.
Ele cobrou providências da prefeitura em relação à interdição de um trecho da Avenida Oscar Niemeyer. Durante discurso no plenário, o parlamentar exibiu vídeos mostrando a situação da via e afirmou que moradores da região estão sendo obrigados a percorrer desvios de até 12 quilômetros para conseguir acessar outros bairros da cidade.
Segundo ele, a interdição da avenida tem causado transtornos e até riscos para motoristas e motociclistas que tentam utilizar caminhos alternativos improvisados.
“Tem pessoas passando de moto, caindo. O povo abriu uma picadinha para não fazer a volta de 12 quilômetros. Pode acontecer um acidente grave ali”, afirmou.
Remídio disse que a situação envolve um impasse entre empresa responsável por empreendimento na região e o município, e afirmou que a Câmara já solicitou informações formais para entender quem autorizou o fechamento da via.
“Foi aprovado um requerimento e mandamos para a colonizadora e para a Guarda Municipal de Trânsito para saber quem deu a ordem de fechar a estrada. Até agora não tivemos retorno”, declarou.
O presidente também afirmou que moradores e lideranças políticas têm buscado uma solução para o problema e citou articulações com representantes do Executivo municipal.
“Parece que o prefeito Roberto Dorner chamou o pessoal da colonizadora para conversar e a gente espera que resolvam essa situação”, disse.
Durante o discurso, Remídio criticou o que classificou como falta de respeito da prefeitura com o Legislativo e afirmou que a Câmara não é subordinada ao Executivo.
“Aqui não é puxadinho da prefeitura. Quem manda aqui é vereador”, declarou.
Ele afirmou ainda que o Legislativo não pretende prejudicar o andamento da administração municipal, mas sinalizou que projetos enviados pelo Executivo poderão ser analisados apenas próximo ao limite do prazo caso não haja diálogo entre os poderes.
“Nós não vamos atrapalhar o município, mas os projetos podem ser votados nos últimos 45 minutos do segundo tempo”, disse.
A fala ocorreu durante o grande expediente da sessão e foi acompanhada por vereadores que também defenderam mais diálogo entre a prefeitura e a Câmara em decisões que impactam a população.








