O secretário municipal de Obras de Cuiabá, Édson Brasil, deixou pela segunda vez consecutiva de comparecer a um convite da Comissão de Obras da Câmara. A cobrança foi feita nesta quinta-feira (15) pelo presidente da comissão, vereador Alex Rodrigues (Podemos). Ele quer explicações sobre o plano para o período chuvoso e sobre a aplicação do empréstimo de R$ 111,7 milhões que os vereadores autorizaram em abril para pavimentar bairros.
“Quando a gente chama um secretário aqui na Casa do Povo, não é o vereador Alex Rodrigues que está chamando, é a população cuiabana que está chamando o secretário para dar retorno”, afirmou.
A Câmara aprovou o financiamento junto ao Banco Santander em 28 de abril, em regime de urgência, por 22 votos a 2. Votaram contra Maysa Leão (Republicanos) e Dídimo Vovô (PSB). O contrato prevê dez anos para pagamento e 12 meses de carência. Os recursos foram anunciados para asfaltar cerca de 19 bairros. “Até agora, em outubro, não temos nenhuma resposta. Quais os bairros vão ser esses? Se vão ser asfalto com drenagem?”, questionou Alex.
O vereador trabalhou quatro anos na Secretaria de Obras e disse conhecer as dificuldades da pasta nesta época. A população, segundo ele, cobra respostas sobre bocas de lobo e galerias pluviais entupidas e sobre patrolamento e cascalhamento de ruas sem asfalto. “Como as crianças vão chegar na escola, como as pessoas vão chegar nas suas casas”, disse.
Um assessor da comissão voltou à secretaria para renovar o convite. A expectativa é de que o secretário compareça na próxima semana. “Diferente de um vereador, que é eleito pelo povo, um secretário é escolhido pelo prefeito e tem que vir dar o retorno”, afirmou o parlamentar, que se colocou à disposição para ajudar a pasta.
O nome de Édson Brasil voltou a aparecer na sessão. Antônio Lemes (PSD) pediu que os colegas aproveitem a eventual ida do secretário para perguntar sobre a Avenida Contorno Leste. Baixinha Giraldelli (Solidariedade) também cobrou a secretaria sobre o contorno de acesso ao Pedra 90.
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