Por Heloisa de Queiroz*
A tontura é uma queixa comum, mas que ainda é cercada de dúvidas e, muitas vezes, negligenciada. Quem nunca sentiu aquela sensação de desequilíbrio, de “cabeça leve” ou até mesmo a impressão de que tudo está girando ao redor? Apesar de frequente, a tontura não deve ser considerada algo normal, principalmente quando se torna recorrente ou impacta a qualidade de vida.
O que muita gente não sabe é que a tontura pode ter diversas causas. Entre elas, destacam-se alterações no sistema vestibular, responsável pelo nosso equilíbrio, localizado no ouvido interno. Quando esse sistema não funciona adequadamente, o cérebro recebe informações desencontradas sobre a posição do corpo, gerando sintomas como vertigem, instabilidade, náuseas e até dificuldade para caminhar.
Além disso, fatores como estresse, ansiedade, problemas cervicais, alterações circulatórias e até o uso de certos medicamentos também podem estar relacionados ao surgimento da tontura. Por isso, o diagnóstico correto é fundamental para um tratamento eficaz.
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Nesse contexto, a fisioterapia tem um papel essencial, especialmente por meio da reabilitação vestibular. Trata-se de um conjunto de técnicas e exercícios específicos, baseados em evidências científicas, que estimulam a adaptação do sistema nervoso central diante das alterações do equilíbrio. O objetivo não é apenas aliviar os sintomas, mas promover uma reorganização funcional do organismo.
A atuação do fisioterapeuta vai além da prescrição de exercícios. Durante a avaliação, são identificadas as possíveis origens da tontura e os fatores que agravam o quadro, permitindo a construção de um plano terapêutico individualizado. Esse cuidado direcionado aumenta significativamente a efetividade do tratamento e reduz o risco de recorrência das crises.
Outro ponto importante é que a reabilitação vestibular contribui diretamente para a recuperação da autonomia do paciente. Ao trabalhar equilíbrio, coordenação e orientação espacial, o tratamento ajuda a restaurar a segurança nos movimentos e nas atividades do dia a dia, como caminhar, dirigir ou até mesmo realizar tarefas simples, que muitas vezes passam a ser evitadas por medo de novas crises.
Mais do que tratar, o fisioterapeuta também atua na orientação e prevenção, auxiliando o paciente a entender seus sintomas, identificar possíveis gatilhos e adotar estratégias que minimizem as crises. Esse acompanhamento próximo faz toda a diferença na evolução do quadro e na qualidade de vida.
No Dia Nacional da Tontura, celebrado em 22 de abril, é importante reforçar: sentir tontura não é normal, e buscar ajuda profissional faz toda a diferença. Com avaliação adequada e tratamento direcionado, é possível recuperar o equilíbrio e a qualidade de vida.
*Heloisa de Queiroz é fisioterapeuta no Instituto Lombardi, em Cuiabá-MT









