A Policon Tecnologia e Gestão, banca do concurso da Câmara Municipal de Figueirópolis D’Oeste, anulou a questão 15 da prova para analista administrativo. A banca também reconheceu que o cartão-resposta entregue aos candidatos trazia cinco alternativas, de A a E, quando o caderno de prova tinha apenas quatro. As respostas aos recursos foram publicadas na terça-feira (3) no Diário Oficial de Contas. Em uma delas, a decisão começa com a frase “Segue uma redação mais técnica, clara e adequada para constar na decisão de recurso administrativo”.
A questão 15, de Matemática e Raciocínio Lógico, tinha como gabarito preliminar a alternativa A, com o resultado 5,76. Sete candidatos recorreram dizendo que nenhuma opção estava certa. A banca refez a conta, chegou a 3,6, valor que não aparecia entre as alternativas, e anulou a questão por “erro material”.
O problema do cartão apareceu no recurso de um candidato que marcou a letra E na questão 3, embora quisesse marcar D, a resposta correta. Ele argumentou que o campo E não tinha correspondência no caderno e induziu ao erro, citou uma sentença da Justiça de Rondônia de 2025 em caso parecido e avisou que poderia ir ao Judiciário. A banca concordou. “De fato, foi constatado erro material na confecção do cartão resposta, que contou com cinco letras ao invés de quatro, conforme dispositivos do edital do certame, bem como da capa da prova objetiva”, registrou. O ponto da questão 3 foi computado para ele como se tivesse marcado D. A decisão não diz se outros candidatos que marcaram E em qualquer questão terão o mesmo tratamento.
A resposta com a frase sobre “redação mais técnica” trata do pedido de isenção da taxa de inscrição de outro candidato, que havia sido negado. Depois da frase de abertura, o texto reproduz as regras do edital, conclui que o candidato comprovou renda de até um salário-mínimo e meio e defere a isenção. No fim, aparece outra frase que não pertence à decisão: “Essa versão deixa expressamente registrado o motivo da mudança da decisão anterior: houve recurso tempestivo, a documentação foi reanalisada e, nessa nova análise, ficou comprovado o enquadramento no critério de renda do Edital”. O Diário não esclarece quem redigiu a resposta.
Outros dois recursos foram negados. Um contestava a questão 10, de Geografia de Mato Grosso, que citava a Grande Bacia do Prata. Para justificar a manutenção, a banca usou como referência a página institucional da própria Câmara sobre a geografia do município. O outro questionava a questão 21, de Informática, sobre cópia de fórmula no Excel, e foi rejeitado com uma explicação técnica sobre referências de células.
Com a anulação, o gabarito oficial publicado nesta quarta-feira (4) traz a questão 15 como anulada. O concurso, regido pelo edital nº 001/2026, forma cadastro de reserva para o cargo de analista administrativo, com jornada de 30 horas e vencimento inicial de R$ 3.602. A prova objetiva e a dissertativa foram aplicadas em 18 de outubro.
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