Representantes de sindicatos patronais e de empregados do comércio de Cuiabá e Várzea Grande definiram, na última quarta-feira (4), a nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) para 2026, que traz como principal novidade a criação de um banco de horas para compensar as horas não trabalhadas durante os jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo. A medida, inédita em acordos da categoria, permite que empresas e funcionários se organizem para a compensação, desde que a comunicação seja feita com 24 horas de antecedência ao jogo.
O acordo foi firmado entre a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT), diversos sindicatos patronais e o Sindicato dos Empregados no Comércio de Cuiabá e Várzea Grande (SECC). Segundo o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá), Júnior Macagnam, a cláusula atende a uma demanda de empresas que não possuíam um sistema de banco de horas formalizado. "É uma cláusula inédita em convenção coletiva, nunca houve algo semelhante. Agora, empregadores e trabalhadores podem se organizar para isso", explicou.
Além da regra para a Copa do Mundo, a CCT 2026 estabeleceu o novo piso normativo da categoria em R$ 1.685,00, um reajuste que acompanha a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O acordo também instituiu o "Prêmio Assiduidade", um benefício mensal de R$ 55,00 que será concedido aos empregados que não tiverem faltas, justificadas ou não, durante o mês. Macagnam esclareceu que o prêmio tem caráter indenizatório e não integra a remuneração para outros fins.
A convenção tem validade de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2026 e abrange as empresas do comércio varejista de Cuiabá e Várzea Grande. Entre os signatários estão os sindicatos do comércio de Tecidos e Confecções (Sincotec-MT), de Calçados e Couros (Sincalco-MT), de Óptica (Sindióptica-MT), de Material de Construção (Sindcomac-MT) e de Representantes Comerciais do Estado (Sirecom-MT).





