A Polícia Civil revelou que o grupo responsável pelo ataque à transportadora de valores em Confresa, no nordeste de Mato Grosso, investiu cerca de R$ 3,5 milhões para executar a ação criminosa. O caso ocorreu em abril de 2023 e segue sob investigação.
Segundo o delegado Gustavo Belão, da Gerência de Combate ao Crime Organizado, os envolvidos organizaram a operação com divisão de custos entre os participantes, reunindo recursos para custear armamento, explosivos, veículos e apoio logístico em diferentes estados.
A expectativa do grupo era acessar cerca de R$ 30 milhões armazenados na empresa. A quantia, segundo a investigação, motivou o nível de planejamento e o investimento elevado, já que os criminosos acreditavam que o valor poderia ser ainda maior.
Apesar da estrutura montada, o plano não teve sucesso. De acordo com a polícia, o sistema de segurança da transportadora impediu o acesso ao cofre, o que inviabilizou o roubo.
O ataque foi marcado por forte aparato bélico e pela ocupação de pontos estratégicos da cidade, em uma ação classificada como domínio territorial para dificultar a reação das forças de segurança.
As apurações fazem parte da Operação Pentágono, que busca identificar todos os envolvidos, desarticular o grupo e rastrear possíveis bens adquiridos com recursos ilícitos.







