08 de Abril de 2026
00:00:00

Cidades Quarta-feira, 08 de Abril de 2026, 15:48 - A | A

Quarta-feira, 08 de Abril de 2026, 15h:48 - A | A

CRIME AMBIENTAL

MPF denuncia grupo por abastecer garimpo ilegal em terra indígena

Esquema teria movimentado milhões de litros de diesel e mais de R$ 26 milhões

Rojane Marta/Fatos de MT

O Ministério Público Federal denunciou quatro pessoas suspeitas de integrar um esquema voltado ao abastecimento de garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso. A acusação é resultado de investigações iniciadas na Operação Última Gota, deflagrada em fevereiro.

De acordo com o MPF, o grupo utilizava uma fazenda como ponto de apoio para armazenar e distribuir combustível destinado às áreas de extração ilegal. No local, foram identificados um tanque com capacidade para 15 mil litros de diesel e estrutura semelhante a um posto, com acesso facilitado para garimpeiros.

As apurações indicam que o transporte do combustível era feito por rotas que ligavam diretamente a propriedade às áreas de garimpo dentro da terra indígena. Imagens aéreas registraram a movimentação de galões utilizados na atividade.

A investigação também aponta que a compra de diesel era realizada de forma fracionada, com uso de terceiros para dificultar a fiscalização. Em um único mês, o volume adquirido chegou a 260 mil litros, número considerado incompatível com a atividade rural declarada.

Segundo o MPF, entre setembro de 2023 e fevereiro de 2026, o grupo movimentou cerca de 5 milhões de litros de combustível, com valor superior a R$ 26 milhões.

Os denunciados são acusados de associação criminosa, exploração ilegal de recursos minerais, danos ambientais, além de irregularidades relacionadas ao armazenamento de substâncias perigosas e posse de armas e munições.

A Justiça Federal já aceitou parte da denúncia, permitindo o andamento da ação penal em relação aos crimes ambientais, patrimoniais e de associação criminosa.

Durante a operação, foram decretadas prisões preventivas. Duas foram cumpridas, enquanto o apontado como líder do grupo teve a prisão substituída por medidas cautelares após decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Um dos investigados segue preso e outro permanece foragido.

O caso tramita sob sigilo.

Comente esta notícia

65 99690-6990 65 99249-7359

contato@fatosdematogrosso.com.br