A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) de Mato Grosso tem 80 cargos vagos de papiloscopista, o servidor responsável pela identificação de pessoas por impressões digitais. Dos 218 cargos criados por lei, 138 estão ocupados, o que deixa 36,7% do quadro sem titular. Os dados estão no lotacionograma do quarto trimestre de 2026, publicado no Diário Oficial desta sexta-feira (23). O documento não anuncia concurso, mas mostra onde estão os maiores buracos da perícia no Estado.
Somadas todas as carreiras efetivas, a Politec tem 924 cargos criados e 775 ocupados. A diferença é de 149 cargos sem servidor, cerca de 16% do total. Depois dos papiloscopistas, o maior déficit é de técnicos de desenvolvimento econômico e social, área administrativa, com 27 vagas abertas em 115 cargos.
Na área pericial, faltam 20 peritos médicos-legistas, com 134 dos 154 cargos ocupados. Esses profissionais fazem os exames de corpo de delito e as necropsias. Também estão vagos 14 dos 106 cargos de técnico de necropsia, 5 dos 12 de perito odontolegista e 4 dos 6 de perito criminal II. O único quadro completo é o de perito oficial criminal, com os 300 cargos preenchidos.
A Politec também conta com servidores temporários e cedidos. O documento registra cinco analistas de tecnologia da informação contratados por seletivo da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), um analista contratado e 28 residentes técnicos bolsistas. Outros 36 servidores trabalham no órgão cedidos por secretarias estaduais, pelo Detran, pela Unemat, pela MTPrev e pelas prefeituras de Primavera do Leste e Alta Floresta.
Os 26 cargos de comissão e 104 funções de confiança previstos na estrutura do órgão estão praticamente todos ocupados. O lotacionograma é publicado por determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). Esta versão foi republicada porque a edição de 13 de outubro saiu com incorreções.
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