Foto por: Ascom Seciteci

Escolas técnicas de MT abrem seletivo sem prova com salário de até R$ 12,9 mil
As Escolas Técnicas Estaduais de Mato Grosso vão selecionar professores e técnicos sem prova escrita, com remuneração de até R$ 12.937,29. A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) abriu as inscrições às 10h desta terça-feira (3) e recebe candidatos até as 23h59 de 26 de novembro, somente pelo site do Instituto Selecon, responsável pelo processo seletivo. A taxa é de R$ 75. A seleção forma cadastro de reserva para contratações temporárias nas 17 escolas técnicas do estado e em suas unidades remotas, e a classificação depende apenas dos títulos e da experiência de cada candidato.
O valor mais alto é pago a professor com doutorado em jornada de 40 horas semanais. Com graduação, a remuneração é de R$ 3.234,33 por 20 horas, R$ 4.851,51 por 30 horas e R$ 6.468,68 por 40 horas. Com especialização, passa a R$ 3.557,71, R$ 5.336,67 e R$ 7.115,58. Mestres recebem R$ 5.031,20, R$ 7.546,77 e R$ 10.062,42, e doutores, R$ 6.468,63, R$ 9.702,99 e R$ 12.937,29. Para os técnicos, o edital fixa R$ 3.201,98 por 40 horas semanais.
Passar no seletivo não garante contrato. O edital não informa número de vagas, e os classificados só serão chamados conforme a demanda de cada escola e a disponibilidade de orçamento. Há ainda outra condição: as convocações só começam depois que se esgotarem as listas de seletivos anteriores que continuam válidos. O resultado vale por dois anos, a contar da homologação, e esse prazo pode ser prorrogado por igual período.
São 80 perfis profissionais, 57 para professor e 23 para técnico. Na lista de docentes aparecem áreas como agricultura, pecuária, enfermagem, informática, logística, gastronomia e música, além de 12 disciplinas da Base Nacional Comum Curricular: língua portuguesa, inglês, matemática, física, química, biologia, história, geografia, sociologia, filosofia, arte e educação física. Cada perfil tem uma formação exigida. Para professor de pecuária, por exemplo, é preciso ser bacharel em zootecnia ou medicina veterinária. Nas disciplinas da base comum, a exigência é licenciatura na área. Técnico de apoio educacional pede ensino médio completo, e os demais técnicos, como os de enfermagem, informática, panificação e segurança do trabalho, precisam de curso técnico de nível médio na especialidade.
As escolas têm sede em Água Boa, Alta Floresta, Barra do Garças, Cáceres, Campo Verde, Cuiabá, Diamantino, Juara, Lucas do Rio Verde, Matupá, Poxoréu, Primavera do Leste, Rondonópolis, Sinop, Sorriso, Tangará da Serra e Várzea Grande. O candidato escolhe um único perfil e uma única sede, e a escolha vale para os municípios daquele polo previstos no edital. Se fizer mais de uma inscrição, só a última será considerada. A oferta muda bastante de um perfil para outro. Informática e logística cobrem dezenas de cidades, enquanto medicina veterinária aparece só em Cuiabá, agrimensura só em Rondonópolis e engenharia elétrica só em Sinop.
A nota vai de 5 a 100 pontos, e quem ficar abaixo de 5 é eliminado. Para professor, a titulação vale até 28 pontos: 5 pela graduação, 15 pela especialização, 20 pelo mestrado e 28 pelo doutorado. Só conta o título mais alto. A docência em cursos de educação profissional soma até 36 pontos, e a experiência profissional fora da sala de aula, na área do perfil, mais 36. Cada mês trabalhado nos últimos três anos vale um ponto. A experiência fora da docência só é aceita para bacharéis e tecnólogos, o que limita a 64 pontos a nota de quem tem apenas licenciatura.
Entre os técnicos, o ensino médio vale 5 pontos, o curso técnico, 15, a graduação, 20, e a graduação com especialização, 28. A experiência pode render até 36 pontos em instituições de educação técnica e profissional e outros 36 fora delas. Em caso de empate, passa à frente quem tiver mais pontos de experiência em educação profissional e, depois, o candidato mais velho.
Os comprovantes são enviados pelo próprio site do Selecon, no mesmo período das inscrições, até 26 de novembro. Não há como completar a documentação depois desse prazo, e papéis entregues nas escolas ou mandados por e-mail não serão analisados. O edital também recusa arquivos ilegíveis ou digitalizados de cabeça para baixo. A experiência pode ser comprovada com carteira de trabalho, contrato, holerite, publicação em diário oficial ou declaração da instituição. Só serão avaliados os títulos de quem tiver a inscrição confirmada, com a taxa paga ou a isenção aceita. O boleto vence em 27 de novembro.
O pedido de isenção tem prazo bem mais curto e termina na quinta-feira (5). Podem solicitar o benefício desempregados e quem ganha até um salário mínimo e meio, doadores de sangue com pelo menos três doações, voluntários da Justiça Eleitoral e jurados do Tribunal do Júri com atuação em no mínimo dois eventos, além de doadoras de leite materno com três doações nos últimos 12 meses. Os comprovantes também seguem pelo site do Selecon. O resultado preliminar sai em 6 de novembro, com recursos nos dias 9 e 10, e a lista final é divulgada no dia 11.
Pessoas com deficiência disputam a ampla concorrência e têm reservados 10% das vagas convocadas. Para isso, precisam se declarar na inscrição e enviar, até 26 de novembro, laudo médico emitido nos 12 meses anteriores à publicação do edital, com o código da Classificação Internacional de Doenças e a identificação do médico. Em casos de deficiência permanente atestada no próprio documento, vale laudo mais antigo.
As inscrições confirmadas e os pedidos de cota serão divulgados em 2 de dezembro, em caráter preliminar, e o resultado final dessa etapa, no dia 7. A avaliação de títulos sai em 10 de dezembro, com recursos de 11 a 14, e a versão final, no dia 16. O resultado preliminar do seletivo está previsto para 17 de dezembro. Depois de um novo prazo de recursos, de 18 a 21, a classificação final será divulgada em 22 de dezembro.
Os contratos são temporários, não criam vínculo efetivo com o Estado e têm contribuição ao INSS. Para professores, o prazo é de até 30 meses, com prorrogação por igual período. Para técnicos, de até 36 meses, com mais 12 possíveis. A jornada do técnico é de 40 horas, enquanto a do professor pode ser de 20, 30 ou 40, e as duas funções podem incluir trabalho aos sábados. A carga horária pode ser reduzida ou ampliada durante o contrato, com ajuste proporcional na remuneração. No caso dos professores, os direitos e as obrigações do contrato podem ficar suspensos quando não houver aulas atribuídas. O edital assegura férias remuneradas com adicional de um terço, 13º salário, licença-paternidade de cinco dias e licença-maternidade de 120 dias, com mais 60 concedidos pelo Estado.
Quem for chamado terá três dias úteis, contados da publicação da convocação no Diário Oficial do Estado, para apresentar os documentos exigidos. Caso contrário, será considerado desistente. A lista tem 33 itens, entre certidões criminais, atestado médico de sanidade física e mental e comprovante de conta no Banco do Brasil. Classificados que não puderem assumir naquele momento podem pedir, uma única vez, para ir ao fim da lista.
O formulário de inscrição está em selecon-mt.selecao.net.br/informacoes/103, e o edital também pode ser consultado no site da Seciteci, em secitec.mt.gov.br, na aba Editais. Dúvidas podem ser enviadas para [email protected] ou tiradas pelo telefone (65) 3653-0131. As datas podem mudar por retificação, e cabe ao candidato acompanhar as publicações.
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