A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso definiu que as avaliações formativas aplicadas na rede estadual de ensino poderão somar até dois pontos na média de cada disciplina dos estudantes em 2026, conforme portaria assinada pela secretária Flávia Emanuelle de Souza Soares e publicada no Diário Oficial do Estado em 2 de julho. A regra vale para alunos do 2º ano do Ensino Fundamental até o 3º ano do Ensino Médio e para a Educação de Jovens e Adultos, em todas as unidades da rede estadual.
As provas fazem parte do Sistema Estruturado de Ensino do estado e são organizadas por bimestre, ao longo de quase todo o ano letivo. O calendário prevê a primeira aplicação em abril, seguida por junho e setembro. Em outubro, os alunos fazem uma avaliação de saída restrita a Língua Portuguesa e Matemática, e em novembro há uma última rodada nas áreas de Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Linguagens, incluindo Arte e Língua Inglesa. A secretaria ressalva que esse cronograma pode ser ajustado conforme as datas de avaliações nacionais e outras provas estaduais.
Segundo a portaria, os pontos obtidos nessas avaliações se somam à nota do professor, sem substituí-la. A pontuação varia de zero a dois e é calculada de forma automática, a partir de dois critérios combinados: quanto do cartão-resposta o estudante preencheu e quantas questões acertou. A secretaria estabeleceu ainda dois limites para evitar respostas aleatórias. O aluno que marcar a mesma alternativa em todas as questões não recebe pontuação, e quem preencher menos da metade do cartão também fica sem pontos considerados para a média.
A pasta divulgou um exemplo para ilustrar o cálculo. Um estudante que preenche a prova inteira e acerta tudo alcança os dois pontos cheios. Quem preenche 75% e acerta 75% chega a 1,5 ponto. Já quem responde metade da prova com metade de acertos soma um ponto. Abaixo de 50% de preenchimento, o desempenho não é contabilizado.
As avaliações poderão ser aplicadas em formato on-line a partir do 3º ano do Ensino Fundamental, com diretrizes específicas divulgadas antes de cada prova. Nas escolas de atendimento socioeducativo e prisional, as provas serão sempre impressas. Para as escolas indígenas, a participação começa no 6º ano do Ensino Fundamental e depende de consulta prévia à comunidade escolar, prevista na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho. Ficam de fora quatro escolas especializadas em educação especial. Os resultados de todos os estudantes serão disponibilizados na plataforma Plurall.
A publicação dessas regras dá previsibilidade a professores, estudantes e famílias sobre o peso das provas no boletim de 2026 e ocorre no início do segundo semestre letivo, antes das aplicações concentradas no segundo semestre.
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