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Abilio diz que petista avançou com carro contra duas crianças e acusa PT de “perder a cabeça”
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), disse neste domingo (25), dia do segundo turno da eleição presidencial, que o PT “está perdendo a cabeça” e precisa abandonar a violência na política. A declaração foi feita em entrevista à imprensa, depois que repórteres perguntaram sobre a briga com tiros que deixou mortos em Porto Esperidião, no Oeste do Estado, na noite de sábado (24), horas depois de uma carreata em apoio ao candidato Flávio Bolsonaro (PL). Abilio não comentou o caso. Em vez disso, relatou ter visto um carro de “um petista” avançar contra duas crianças numa calçada. Na mesma entrevista, previu que Flávio terá entre 53% e 54% dos votos contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Eu vi hoje um carro de um petista indo pra cima de duas crianças na calçada pra sair de uma manifestação. Mas foi agressivamente pra cima de duas crianças”, afirmou o prefeito. Ele não disse onde nem quando o episódio aconteceu. “Acho que o pessoal do PT tá perdendo a cabeça e não deve conduzir a política desse jeito. A política através da violência, tanto física quanto de outras formas, não vai conduzir a um bom resultado. A esquerda tem que colocar a cabeça no lugar”, disse. Abilio também afirmou ter visto, durante a semana, militantes de esquerda tentarem agredir um jovem que entrou numa manifestação.
O confronto em Porto Esperidião aconteceu por volta das 22h15, no pátio de um posto de combustíveis, depois de a carreata ter terminado. Segundo a Polícia Militar, uma discussão evoluiu para agressões e depois para disparos de arma de fogo. Dois homens morreram e outras duas pessoas ficaram feridas. A PM afirmou que os homicídios não tiveram relação com política e que os envolvidos tinham histórico de crimes e desavenças entre si. Testemunhas, porém, relataram motivação política. A Polícia Civil investiga o caso.
Antes disso, uma repórter perguntou ao prefeito sobre um protesto da semana passada em que manifestantes o xingaram. Abilio disse não ter visto e quis saber se o ato era do PT. “Então foi elogio, pô”, respondeu, rindo. “Se o PT me xingou, foi elogio. Fico feliz. Vou ficar surpreso o dia que começar a me elogiar.” Sobre os atos de direita e de esquerda no sábado, comparou as provocações a uma rivalidade entre torcidas de futebol. “Um torce pra um time, o outro torce pra outro. E às vezes faz essa provocação, mas isso faz parte”, disse. Segundo ele, a campanha recebe as manifestações “com muito respeito”.
O prefeito mostrou confiança no resultado. “A gente acredita num resultado favorável. Acredito que o Flávio vai ter aí em torno de 53%, 54% dos votos”, disse. Para Mato Grosso, projetou crescimento em relação ao primeiro turno. “Mato Grosso vai aumentar 200 mil votos pro Flávio Bolsonaro”, afirmou. Perguntado sobre a diferença nacional entre os dois candidatos, estimou “de 2 a 3 milhões pra um pouco mais”. No primeiro turno, em 4 de outubro, Flávio teve 47,03% dos votos válidos no país e Lula, 45,16%.
Abilio também comentou a abstenção, que costuma crescer no segundo turno. Na avaliação dele, a maior parte de quem deixa de votar está internada, viajando ou trabalhando, e não falta por desinteresse. “Branco e nulo é uma manifestação. Mas a abstenção, ela muitas das vezes é por indisponibilidade de tá lá”, disse. Para o prefeito, a mobilização desta reta final deve manter o índice no mesmo patamar do primeiro turno ou reduzi-lo um pouco.
Na única pergunta sobre a gestão municipal, uma repórter relatou uma denúncia recebida pela imprensa nesta semana sobre ratos circulando na área da cantina do antigo Pronto-Socorro de Cuiabá. Abilio disse que não tinha recebido a denúncia e que a informação o surpreendeu. “Tem que avaliar o que tá acontecendo”, afirmou, sem dizer que providência a prefeitura vai tomar.





