Os 2.638.230 eleitores aptos de Mato Grosso voltam às urnas neste domingo para decidir o segundo turno da eleição presidencial, entre Flávio Bolsonaro e Lula, em uma votação que começou às 7h e vai até as 16h, no horário local. No estado, apenas o cargo de presidente e vice está em jogo, já que o governo de Mato Grosso foi definido no primeiro turno.
São 1.515 locais de votação e 8.287 seções espalhados por 142 municípios, segundo o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso. Para dar conta da logística, o tribunal preparou 9.460 urnas e mobilizou 54.731 pessoas, com atenção especial a 114 locais de difícil acesso, atendidos por sete aeronaves e 131 técnicos de suporte.
Os endereços são os mesmos do primeiro turno. A exceção está em Confresa, onde os eleitores que votavam na Escola Estadual Creuslhi de Souza Ramos passam a votar na Escola Municipal Tapiraguaia, no bairro Vila Nova, depois que o prédio da escola estadual foi interditado por danos causados por chuvas e ventos fortes. Quem tiver dúvida sobre onde votar pode conferir pelo aplicativo e-Título, pela opção de autoatendimento eleitoral no site do tribunal ou pelo Disque-Eleitor, no 0800 647 8191.
Para votar, o eleitor precisa levar um documento oficial com foto, como carteira de identidade, passaporte ou carteira de trabalho, ou ainda o e-Título com foto. A biometria não é obrigatória, e quem está com o título regular vota mesmo sem a digital cadastrada. Já quem teve o título cancelado não consegue votar.
A segurança da votação ficou a cargo do Gabinete de Gestão Integrada, que reuniu 5.840 profissionais de diferentes forças, entre Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Corpo de Bombeiros, Exército, Polícia Federal, Marinha, Polícia Rodoviária Federal, agentes de mobilidade e guardas municipais. Segundo a juíza auxiliar da Presidência e coordenadora do gabinete, Edna Coutinho, houve apenas um ajuste no efetivo, com a inclusão de policiais recém-formados.
Além da escolha para presidente, moradores de Primavera do Leste, Poxoréu, Colniza e Cotriguaçu respondem a plebiscitos sobre desmembramento de distrito e de assentamento, consultas locais que ocorrem na mesma data.
O tribunal manteve neste turno as ações de inclusão. O programa que oferece transporte a eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida segue em funcionamento, e o projeto de salas de acolhimento sensorial foi ampliado de nove para dez locais no estado.
Quem depende de transporte público para chegar às urnas tem passagem gratuita em boa parte da região metropolitana. Em Cuiabá, as catracas dos ônibus urbanos ficam liberadas o dia inteiro. Em Várzea Grande, as linhas regulares funcionam de graça das 6h às 18h30, com uso do cartão de transporte. As linhas metropolitanas que ligam Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio de Leverger circulam sem cobrança das 6h às 18h.
A Justiça Eleitoral reforça as condutas proibidas no dia da votação. É vedado entrar na cabine com celular, máquina fotográfica ou filmadora, assim como fazer boca de urna, promover carreata, aglomerar pessoas com roupas, bandeiras e adesivos de forma coletiva ou publicar conteúdo novo e pagar impulsionamento nas redes. Oferecer transporte ou refeição a eleitores da zona urbana também é crime eleitoral.
Quem tem entre 18 e 70 anos e não votar precisa justificar a ausência. A justificativa pode ser feita no próprio domingo pelo e-Título ou nas mesas receptoras, e depois pelo site da Justiça Eleitoral ou no cartório, dentro dos prazos abertos para cada turno. Quem não vota nem justifica paga multa de até R$ 3,51 por turno. Para maiores de 70 anos, o voto é facultativo.
A presidente do tribunal, desembargadora Serly Marcondes Alves, convocou os eleitores a comparecer e afirmou que não deixem de votar. O diretor-geral, Mauro Sérgio Rodrigues Diogo, lembrou que a abstenção no primeiro turno em Mato Grosso ficou em 22,20%, a menor entre as últimas quatro eleições presidenciais, e a expectativa é de uma votação mais rápida neste domingo, já que há apenas um cargo a escolher.






