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Geral Domingo, 01 de Novembro de 2026, 11:34 - A | A

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INOVAÇÃO DO CERRADO

Empresa de MT cria alimento à base de baru com tecnologia que aumenta durabilidade

Baruzito, da Quero+ Alimentos, passa por desidratação que dispensa refrigeração no transporte e pode chegar às prateleiras do varejo

Rojane Marta/Fatos de MT

Divulgação

Empresa de MT transforma castanha de baru em alimento com maior durabilidade para conquistar supermercados

Empresa de MT transforma castanha de baru em alimento com maior durabilidade para conquistar supermercados

A empresa mato-grossense Quero+ Alimentos desenvolveu o Baruzito, um produto feito a partir da castanha de baru, fruto nativo do Cerrado, com o objetivo de levá-lo às prateleiras de supermercados e empórios do país. O projeto, da empresária Roza Maria Barros Ferreira, recebeu apoio do Tecnova III, programa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat) em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que concede recursos não reembolsáveis a micro e pequenas empresas para tirar inovações do papel.

O diferencial está no processo de desidratação. A castanha é congelada e colocada em uma câmara com pressão reduzida, onde a água passa direto do estado sólido para o gasoso, técnica conhecida como liofilização. O método tira a umidade e preserva as características nutricionais, de sabor e de textura do alimento.

Com menos umidade, o produto dura mais e depende menos de refrigeração no armazenamento e no transporte, desde que a embalagem seja adequada. A Fapemat aponta essa como uma das principais dificuldades de quem vende frutos nativos: manter a qualidade no caminho até o consumidor.

“O apoio financeiro e técnico da Fapemat, por meio do Tecnova III, foi fundamental para o desenvolvimento do produto. A empresa trabalha em diferentes versões da castanha, incluindo opções doces, salgadas e in natura, com o objetivo de atender a diferentes públicos nas redes de varejo”, afirmou Roza.

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Além do consumo direto, o Baruzito pode entrar em receitas e servir de base para outros alimentos. A empresa divulga no Instagram as formas de compra e preparos que vão de doces e bolos a pratos salgados com peixe.

O produto faz parte de um projeto maior de pesquisa com espécies do Cerrado e da Amazônia Legal. Estão previstos estudos físico-químicos dos frutos, embalagens inteligentes, análises de viabilidade econômica e o desenvolvimento de bebidas funcionais, além de alternativas para armazenar e distribuir matérias-primas regionais.

Antes do Tecnova III, a Quero+ Alimentos já havia sido apoiada pelos programas Centelha-MT e Inova Amazônia. A empresa também tem registros de propriedade intelectual no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

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