Produtores rurais, cooperativas e empresas de Mato Grosso tiveram R$ 360 milhões em projetos aprovados para disputar financiamento do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO). Desse valor, R$ 311,5 milhões viriam do fundo e o restante seria investimento próprio. O Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico (Codem) enquadrou 62 cartas-consulta do FCO Rural e nove do FCO Empresarial na reunião extraordinária de 29 de outubro. As resoluções, assinadas pelo presidente do conselho, Anderson Martinis Lombardi, foram publicadas nesta quarta-feira (4) no Diário Oficial do Estado. Os projetos preveem 1.028 empregos diretos e 1.810 indiretos.
O enquadramento confirma que o projeto está de acordo com as prioridades do Estado, mas não garante o crédito. Cada pedido segue agora para o agente financeiro, que analisa garantias, capacidade de pagamento e limites antes de liberar o dinheiro.
Os 62 projetos rurais somam R$ 320,3 milhões, sendo R$ 277,6 milhões do FCO, com previsão de 629 empregos diretos e 1.405 indiretos. Três deles foram reconhecidos como estruturantes e de alta relevância para o desenvolvimento regional, o que permite usar exceções previstas nas regras do fundo. São o da GGF Agro, em Santa Rita do Trivelato, de R$ 53,8 milhões, com R$ 43,1 milhões do FCO, o da Cooperativa Agropecuária Primavera (Coap), em Sorriso, de R$ 37,6 milhões, com R$ 30 milhões do fundo, e o da ALD Bioenergia Deciolândia, em Santo Afonso, de R$ 28,2 milhões, com R$ 22,6 milhões do FCO.
A C.Vale, cooperativa agroindustrial com projeto de R$ 22,3 milhões em Nova Mutum, teve aprovação condicionada. O banco terá de verificar os limites de crédito e de endividamento da cooperativa e do grupo econômico a que pertence.
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Os outros 58 pedidos rurais são de pessoas físicas, de Alta Floresta a Campo Verde. Os valores vão de R$ 700 mil a R$ 14,8 milhões. O maior, de um produtor de Nova Mutum, pede financiamento integral do investimento.
No FCO Empresarial, os nove projetos somam R$ 39,7 milhões, com R$ 33,9 milhões do fundo e previsão de 399 empregos diretos e 405 indiretos. O maior é da Barygen Seeds Corporation do Brasil, em Sorriso, de R$ 16,8 milhões, com R$ 14,9 milhões do FCO. O Hospital das Clínicas Primavera, em Primavera do Leste, pediu R$ 6,58 milhões para um investimento de R$ 9,4 milhões. A Transportes Schoffen, de Sinop, quer R$ 4,4 milhões. Um escritório de advocacia de Sorriso aparece com projeto de R$ 3,31 milhões. Completam a lista empresas de contabilidade, alimentos, adubo orgânico, transporte e logística em Água Boa, Confresa, Lucas do Rio Verde, Rondonópolis e Cuiabá.
Na mesma reunião, o conselho revalidou o prazo de projetos já aprovados. Entre eles estão um armazém de caroço de algodão da Scheffer & Cia em Sapezal, de R$ 26,7 milhões, e uma fábrica de cerâmica em Cuiabá, de R$ 9,45 milhões. O conselho também criou uma câmara técnica para a ovinocaprinocultura, com representantes do governo, de produtores, da UFMT, da Embrapa, do Senar e do Sebrae.






