A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), afirmou na manhã desta sexta-feira (19.12) que a redução do percentual orçamentário aprovada pela Câmara Municipal, de 10% para apenas 5%, comprometeu a capacidade financeira da Prefeitura e impactou diretamente o pagamento de fornecedores, entre eles a empresa responsável pela coleta de lixo no município.
A declaração foi feita durante entrevista à imprensa na entrega do CMEI Professora Dalva Galdina de Barros Lopes, no bairro São Mateus, após a Locar Saneamento Ambiental LTDA anunciar a possível suspensão dos serviços por falta de pagamento.
Segundo a empresa, a dívida acumulada chega a R$ 12,4 milhões e se refere a serviços prestados em dezembro de 2024 e nos meses de agosto, setembro, outubro e novembro de 2025. A paralisação do serviço acende alerta para a cidade, especialmente neste período de fim de ano, quando há aumento na produção de lixo.
De acordo com a prefeita, a limitação orçamentária afetou diretamente o planejamento financeiro da gestão. “O orçamento foi aprovado apenas em 5%. Esse percentual praticamente correspondeu ao valor da folha salarial. Nós tivemos que priorizar o pagamento do 13º e pedimos aos fornecedores que aguardassem”, afirmou.
Flávia Moretti disse que, após a quitação da folha dos servidores, a Prefeitura iniciou as tratativas para regularizar os débitos. Ela destacou que a Locar não é a única empresa com pagamentos pendentes e voltou a criticar a decisão da Câmara. “Ficamos falhos por conta dos índices orçamentários que não foram votados como enviamos”, declarou.
A prefeita também explicou que parte da cobrança feita pela empresa diz respeito a serviços realizados ainda em 2024. “Esses valores a gente vai pagar se tiver orçamento e se tiver financeiro. Já está tendo conversação agora pela manhã no gabinete. Inclusive, meu atraso hoje foi por conta disso”, disse.
Questionada sobre os impactos de uma eventual paralisação às vésperas do Natal, Flávia reconheceu que a situação traria transtornos à população, mas garantiu que a coleta não será interrompida. “Claro que fica ruim. Não é isso que eu quero e não é isso que vai acontecer. Nós vamos dar um jeito”, afirmou.
Ela acrescentou que a Prefeitura já trabalha com um plano alternativo para manter o serviço. “Se a empresa não quiser retomar, nós já temos um contrato emergencial em fase de transição e vamos antecipar os serviços de outra frente. O que for necessário, a prefeita vai fazer”, concluiu.
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