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Jurídico Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2026, 10:49 - A | A

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Primavera do Leste

Corregedoria vai apurar denúncia de grupo de extermínio na PM de MT

Corregedoria da Polícia Militar irá investigar denúncias do Ministério Público sobre grupo de extermínio que atuaria em Primavera do Leste, com indícios de fraude processual e ocultação de cadáver.

Rojane Marta/Fatos de MT

A Justiça Militar de Mato Grosso determinou que a Corregedoria-Geral da Polícia Militar investigue um grupo de oficiais e praças suspeitos de envolvimento em uma série de crimes graves, incluindo execuções sumárias, formação de milícia privada e fraude processual. A decisão, proferida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, da 11ª Vara Criminal de Cuiabá, atende a um pedido do Ministério Público Estadual (MPE) para instaurar um Inquérito Policial Militar (IPM) a fim de apurar as denúncias, concentradas principalmente no município de Primavera do Leste.

O pedido de investigação, assinado pelo promotor de Justiça Henrique de Carvalho Pugliesi, detalha indícios de um padrão de atuação dos policiais em supostos confrontos. Segundo o documento, as abordagens seriam realizadas com “uso desproporcional da força e posterior registro das mortes como decorrentes de ‘troca de tiros’, havendo ainda indícios de possível implantação de armas nas cenas dos fatos para simular confronto”. Entre os investigados estão os policiais militares identificados como Cel PM Pelegrini, Cel PM Benhur, Sd PM Boa Morte e Cb PM Reinaldo, além de outros agentes.

Um dos casos que embasam o pedido ocorreu em 24 de novembro de 2025, na região do Vale Verde, em Primavera do Leste. Relatos apontam que dois homens foram baleados durante uma abordagem e, em vez de serem socorridos, teriam sido colocados em uma viatura. O Ministério Público aponta que um deles pode ter sido executado perto de um rio, enquanto o outro sobreviveu e se tornou uma testemunha chave.

Outro episódio de grande repercussão, ocorrido em 24 de janeiro de 2026, envolveu a morte de três jovens — Jhonatan, Walison e Luan — e de uma profissional da saúde, Agatha Larissa. O Ministério Público levanta a suspeita de que o corpo da mulher foi retirado do local do crime e o caso, registrado inicialmente como desaparecimento, numa tentativa de ocultar as circunstâncias da morte.

Diante da gravidade dos fatos, o juiz José Mauro Nagib Jorge determinou o encaminhamento imediato do pedido à Corregedoria da PM, para que instaure o inquérito ou procedimento investigatório correspondente com urgência. A investigação deverá incluir a oitiva do sobrevivente, o interrogatório dos policiais citados e a análise de imagens de câmeras de segurança para esclarecer a atuação do grupo.

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