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Jurídico Quarta-feira, 07 de Outubro de 2026, 16:48 - A | A

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Júri em Nortelândia

Júri condena a 23 anos homem que esfaqueou a ex 22 vezes em Nortelândia

O filho da vítima, de 13 anos, empurrou o agressor e ajudou a interromper o ataque. A mulher ficou dez dias intubada na UTI

Da Redação

Reprodução

Nortelândia

O Tribunal do Júri de Nortelândia condenou nesta terça-feira (6) a 23 anos e 4 meses de prisão, em regime fechado, o homem que tentou matar a ex-companheira com 22 golpes de canivete. Identificado pelas iniciais M.S.M., ele também recebeu um ano de detenção e 10 dias-multa por posse irregular de arma de fogo. A sentença foi dada pela juíza Lorena Amaral Malhado, que presidiu o júri, e o réu não poderá recorrer em liberdade.

O ataque ocorreu na noite de 25 de janeiro de 2026, na casa da vítima, em Nortelândia, depois do fim de um relacionamento de quatro anos. Segundo o processo, o réu surpreendeu a mulher quando ela saía do banho e a esganou até ela perder a consciência. Com a ex-companheira desacordada, ele a golpeou com um canivete em várias partes do corpo, inclusive no pescoço e no tórax.

A vítima recobrou a consciência durante as agressões e tentou fugir pelos cômodos até chegar ao quarto do filho, de 13 anos. O adolescente empurrou o agressor para defender a mãe. A reação do menino e os gritos de socorro chamaram a atenção dos vizinhos, e o ataque foi interrompido. A mulher foi socorrida e levada em estado gravíssimo ao Hospital Municipal de Cuiabá, onde passou por procedimentos de emergência.

Os jurados reconheceram que o réu cometeu tentativa de feminicídio e rejeitaram tanto a absolvição quanto o pedido da defesa para que o caso fosse tratado como lesão corporal. Também reconheceram o aumento de pena por o crime ter sido cometido na presença do filho da vítima e as qualificadoras de meio cruel e de recurso que dificultou a defesa da mulher.

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Ao fixar a pena, a juíza pesou as consequências do crime. A vítima ficou dez dias internada em UTI, intubada, e teve amnésia traumática por causa das agressões. A magistrada considerou ainda o impacto sobre o adolescente, que viu a mãe ensanguentada e precisou agir para desarmar o agressor. "Tais consequências físicas e psicológicas justificam a valoração negativa desta circunstância judicial", escreveu.

A sentença manteve a prisão preventiva e mandou expedir a guia de recolhimento provisória, que permite ao condenado começar a cumprir a pena enquanto recorre. A defesa ainda pode recorrer ao Tribunal de Justiça. O processo correu em segredo de justiça.

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