Depois de meses preso sem denúncia formal, o empresário mato-grossense Andreson de Oliveira Gonçalves teve a liberdade autorizada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, que considerou esgotados os motivos para manter a prisão preventiva. A decisão foi proferida nesta sexta-feira (25).
A medida não encerra as restrições. Andreson deverá usar tornozeleira eletrônica, cumprir recolhimento noturno e está proibido de manter contato com outros investigados.
O empresário é alvo da Operação Sisamnes, deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2024. A investigação apura um suposto esquema de negociação de decisões judiciais em tribunais superiores, incluindo o Superior Tribunal de Justiça.
De acordo com as apurações, Andreson atuaria como elo entre advogados e magistrados, facilitando decisões favoráveis mediante pagamento. O nome dele surgiu a partir de mensagens extraídas do celular do advogado Roberto Zampieri.
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Ao longo do processo, a defesa sustentou excesso de prazo da prisão preventiva e apresentou laudos médicos indicando que o empresário é paciente bariátrico e sofre de polineuropatia, condição que afeta os nervos periféricos.
Em um dos momentos da investigação, Andreson chegou a cumprir prisão domiciliar em Primavera do Leste. A medida foi revogada em novembro de 2025 após suspeitas de que ele teria provocado perda de peso para reforçar o quadro clínico e obter o benefício.
Na decisão mais recente, o ministro avaliou que a manutenção da prisão não se sustenta diante da ausência de denúncia e do tempo já transcorrido. O processo segue sob sigilo.









