08 de Novembro de 2026
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Polícia Sábado, 07 de Novembro de 2026, 15:59 - A | A

Sábado, 07 de Novembro de 2026, 15h:59 - A | A

OPERAÇÃO EFATÁ

Alvo de operação que revelou movimentação de R$ 295 milhões é preso em Cuiabá

Suspeito de 35 anos havia deixado a prisão recentemente e foi localizado pela Polícia Civil ao sair de uma loja na região do CPA.

Da Redação

PJCMT

Polícia Civil; Operação Efatá; Cuiabá;

Um homem de 35 anos, apontado pela Polícia Civil como integrante de uma facção criminosa e um dos principais alvos da Operação Efatá, foi preso na região do CPA, em Cuiabá, após a Justiça determinar sua regressão de pena. A prisão foi realizada pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), no âmbito de uma investigação sobre tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

O suspeito havia deixado a prisão recentemente, mas voltou a ser procurado após a expedição de um mandado judicial pela Justiça de Sorriso, município localizado a aproximadamente 400 quilômetros de Cuiabá.

Ao identificar a ordem de prisão em aberto, investigadores da Denarc iniciaram buscas para localizar o homem. Ele foi encontrado no momento em que saía de um estabelecimento comercial na região do CPA.

Após a abordagem, o suspeito foi encaminhado à delegacia para os procedimentos legais e, posteriormente, colocado à disposição da Justiça.

Investigação identificou movimentações superiores a R$ 295 milhões
A prisão está relacionada à Operação Efatá, deflagrada inicialmente em dezembro de 2025 para investigar um esquema de lavagem de dinheiro associado ao tráfico de drogas e à atuação de uma organização criminosa.

Na primeira fase, foram expedidas 148 ordens judiciais. Segundo a Polícia Civil, as investigações identificaram movimentações bancárias superiores a R$ 295 milhões, realizadas por meio de empresas de fachada, pessoas utilizadas como intermediárias e pessoas jurídicas vinculadas ao grupo investigado.

Em agosto de 2026, a Denarc deflagrou a segunda fase da operação, com outras 20 ordens judiciais, incluindo medidas de bloqueio de mais de R$ 41,2 milhões em ativos financeiros.

A nova etapa buscou aprofundar a apuração sobre a estrutura de comando da organização criminosa, identificar seu patrimônio e impedir a transferência ou ocultação de valores supostamente provenientes de atividades ilícitas.

As medidas também tiveram como objetivo preservar provas e rastrear as operações financeiras atribuídas aos investigados.

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