Uma facção criminosa que cobrava “taxa de proteção” de produtores rurais e infiltrava integrantes em fazendas para monitorar vítimas é alvo da Operação Agroseguro, deflagrada na manhã desta sexta-feira (27.03), em Mato Grosso.
A ação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Polícia Militar, e cumpre 15 ordens judiciais no distrito de Garça Branca, em Pedra Preta (a 243 km de Cuiabá).
As investigações apontam que o grupo exercia controle sobre a região, considerada um importante polo de produção de sementes no Estado, onde se concentram grandes propriedades rurais e empresas do setor agrícola.
Segundo o Gaeco, além do tráfico de drogas e da receptação, os criminosos extorquiam produtores com cobranças ilegais em troca de uma suposta proteção. Há indícios de que o grupo também interferia nas relações de trabalho e utilizava ameaças para intimidar proprietários e administradores de fazendas.
A organização mantinha uma estrutura hierárquica definida, com divisão de funções entre os integrantes. Parte dos membros era infiltrada em propriedades rurais, atuando como trabalhadores para levantar informações estratégicas.
Ainda de acordo com a investigação, o grupo utilizava imóveis no distrito como base para armazenamento de drogas, ocultação de bens ilícitos e planejamento das ações criminosas.
Os locais também funcionavam como pontos de apoio para um sistema de vigilância com “olheiros”, responsáveis por monitorar a movimentação policial.
Durante a operação, 60 policiais militares participaram do cumprimento dos mandados.









