O inquérito que apura um esquema de estelionato atribuído a Adriana Nunes Lunguinho de Almeida, mãe do prefeito de Nossa Senhora do Livramento (a 43 km de Cuiabá), aponta prejuízo de R$ 913 mil e oito vítimas com representação criminal formalizada. A investigação foi concluída na segunda-feira (05.01) e encaminhada ao Judiciário, onde aguarda manifestação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.
Embora a Polícia Civil de Mato Grosso tenha identificado ao menos 14 pessoas afetadas, apenas oito compareceram à delegacia para registrar a denúncia, requisito legal para a apuração do crime de estelionato.
As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande. Em entrevista nessa quinta-feira (08.01), o delegado André Monteiro informou que os golpes resultaram em três boletins de ocorrência registrados entre outubro e dezembro de 2025. Segundo ele, apenas nos casos com representação, o valor supera R$ 900 mil.
De acordo com o delegado, Adriana foi interrogada em (18.12) e confessou a prática dos crimes. Ela afirmou que os golpes foram motivados por dívidas relacionadas a jogos e empréstimos pessoais. As vítimas são, em sua maioria, pessoas do convívio social da investigada e moradores de Várzea Grande. Adriana declarou intenção de ressarcir os valores, mas não apresentou garantias de pagamento.
A apuração apontou que não houve participação de terceiros. Segundo André Monteiro, Adriana agiu sozinha e o próprio filho também foi vítima, já que a investigada teria utilizado indevidamente a identidade dele para obter vantagens financeiras.
Ao final do inquérito, Adriana foi indiciada oito vezes por estelionato, correspondentes às representações formalizadas, e uma vez por falsa identidade. A Polícia Civil destacou que os autos podem ser usados pelas vítimas para embasar ações cíveis em busca de ressarcimento.
Durante a investigação, foram anexados laudos indicando que Adriana está em tratamento psicológico e psiquiátrico. A avaliação sobre eventual impacto desses documentos na responsabilização penal ficará a cargo do Ministério Público e do Judiciário. Com o envio do inquérito, a Polícia Civil aguarda agora a decisão do MPE, que poderá oferecer denúncia, pedir arquivamento ou solicitar novas diligências.





