A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou na manhã desta terça-feira (20), uma operação para investigar possíveis fraudes cometidas contra a Procuradoria-Geral do Município de Cuiabá. A ação mira suspeitas de inserção e exclusão irregular de dados em sistemas informatizados, além de indícios de corrupção e atuação em grupo organizado.
Batizada de Operação Déjà Vu, a apuração é conduzida pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção e teve início após a própria Procuradoria do Município comunicar fatos considerados atípicos no primeiro trimestre de 2025. A partir dessas informações, os investigadores passaram a analisar movimentações internas e acessos aos sistemas administrativos.
Por decisão do Núcleo do Juiz das Garantias da Comarca de Cuiabá, foram autorizadas 43 medidas judiciais. Entre elas estão prisões cautelares, mandados de busca e apreensão, afastamento de servidores de suas funções, aplicação de medidas cautelares alternativas e bloqueio de bens e valores que somam pouco mais de R$ 491 mil.
De acordo com a Polícia Civil, há suspeita de que credenciais de acesso tenham sido utilizadas de forma indevida para promover lançamentos e cancelamentos irregulares em registros oficiais. As alterações podem ter afetado tanto a arrecadação quanto a regularidade de dados administrativos do município. A investigação também apura a possível cobrança de vantagens financeiras associadas a supostos serviços de intermediação para modificar informações no sistema.
Além das prisões e buscas, a polícia pediu medidas para preservar provas e impedir a destruição de dados relevantes. O foco da operação está na apreensão de dispositivos eletrônicos e na análise de registros digitais, considerados centrais para o esclarecimento do esquema investigado.
As investigações seguem em andamento, e a Polícia Civil não descarta novos desdobramentos a partir da análise do material apreendido.










