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Polícia Quinta-feira, 08 de Outubro de 2026, 16:14 - A | A

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TRÁFICO DE LUXO

Pela 3ª vez, “cabeleireiro das estrelas” é preso suspeito de vender drogas para clientes ricos

Elielson Gonçalves Vieira é suspeito de revender drogas a clientes de alto poder aquisitivo. A Justiça autorizou bloqueio de até R$ 1,4 milhão em contas de investigados.

Da Redação

Reprodução

Cabeleireiro das estrelas

O cabeleireiro Elielson Gonçalves Vieira, conhecido em Cuiabá como “cabeleireiro das estrelas”, foi preso em casa na manhã desta quinta-feira (8), durante a Operação Fio, da Polícia Civil. Ele é investigado por integrar um grupo suspeito de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. Segundo a investigação, cabia a ele revender entorpecentes a uma clientela de alto poder aquisitivo da capital.

Esta é a terceira vez que Elielson é preso por suspeita de ligação com o tráfico. Em uma das prisões anteriores, policiais da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) encontraram mais de meio quilo de skunk, variedade mais concentrada da maconha, escondido dentro de uma geladeira na casa dele.

A apuração policial aponta que a droga vendida pelo cabeleireiro vinha de outro alvo da operação. Esse investigado deixou a região metropolitana depois de sobreviver a um atentado em um hotel de Várzea Grande, em agosto. Homens armados invadiram o estabelecimento e fizeram vários disparos na direção dele, que não foi atingido. A Polícia Civil ainda apura se o ataque tem relação com a atividade do grupo.

Os mandados foram expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias, Polo Cuiabá. São cinco ordens de prisão preventiva, nove de busca e apreensão e 12 de bloqueio de ativos financeiros, cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande, Mirassol D’Oeste e em cidades do litoral sul de São Paulo.

Durante a investigação, os policiais encontraram movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada por parte dos alvos. Também há suspeita de que pessoas físicas e empresas tenham sido usadas para fazer o dinheiro circular e esconder sua origem. Os bloqueios determinados pela Justiça variam conforme o investigado. Para alguns, a ordem alcança todo o valor que for encontrado nas contas. Para outros, o limite fica perto de R$ 300 mil e chega a R$ 1,4 milhão no maior teto individual.

O material recolhido nas buscas será analisado pela Polícia Civil, que quer medir o alcance do grupo, rastrear a origem dos recursos e definir o papel de cada um dos investigados. O espaço segue aberto para manifestação da defesa de Elielson.

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