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Polícia Terça-feira, 17 de Março de 2026, 08:34 - A | A

Terça-feira, 17 de Março de 2026, 08h:34 - A | A

Operação Joio

Polícia Civil desmantela quadrilha e recupera R$ 1,1 milhão em soja roubada

Investigação aponta que motoristas e funcionários da cadeia logística atuavam em conjunto para desviar grãos em Campo Novo do Parecis, com prejuízo estimado em mais de R$ 1 milhão.

Da Redação

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (17.03), a Operação Joio, visando desarticular um grupo suspeito de participar de um esquema de furto qualificado de cargas de soja. O esquema teria causado um prejuízo superior a R$ 1,1 milhão a uma empresa do setor agrícola.

A investigação aponta que o desvio ocorreu em uma fazenda localizada em Campo Novo do Parecis, a 397 km de Cuiabá. Aproximadamente 701 toneladas de soja foram retiradas irregularmente em diferentes carregamentos realizados entre 02 e 09 de maio de 2025.

A operação cumpre 11 mandados de prisão preventiva, 11 de busca e apreensão, além de 12 ordens de sequestro de veículos, bloqueio de contas bancárias e quebra de sigilos telemáticos dos investigados. As medidas judiciais estão sendo executadas em Barra do Bugres, Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Tangará da Serra, Guarantã do Norte e Diamantino.

As investigações, conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco), indicam que o grupo atuava de forma organizada dentro da cadeia logística de carregamento de grãos.
Motoristas e funcionários ligados ao processo de carregamento, incluindo responsáveis pela pesagem e classificação da soja, teriam participado do esquema.

Caminhões entravam na propriedade rural com ordens de carregamento falsificadas. A documentação não passava por conferência adequada, e os veículos eram liberados sem a classificação obrigatória da carga, etapa que verifica qualidade e procedência do produto. Após o carregamento irregular, a soja desviada era transportada para destinos ainda não identificados pela investigação.

Integrantes responsáveis pelo controle de acesso e pela classificação dos grãos recebiam vantagens indevidas para permitir a saída das cargas sem os procedimentos exigidos. Os pagamentos teriam sido feitos principalmente por transferências bancárias, muitas vezes utilizando contas de terceiros para dificultar o rastreamento do dinheiro e ocultar a origem ilícita dos valores.

Com base nas provas reunidas, o delegado Mário Santiago solicitou à Justiça as medidas cautelares para aprofundar as apurações, interromper a atuação do grupo e buscar a recuperação dos prejuízos causados à empresa vítima.

Com informações PJC.

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