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Política Quarta-feira, 07 de Outubro de 2026, 15:35 - A | A

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PROJETO APROVADO

ALMT aprova auxílio-funeral para famílias de pacientes mortos após transplante

A Assembleia aprovou em segunda votação o projeto de Dr. João que estende ao receptor de órgão o benefício que Mato Grosso paga desde 2001 às famílias de doadores

Rojane Marta/Fatos de MT

Fotografia: Hideraldo Costa/ALMT

ALMT aprova lei de Dr. João sobre funeral de transplantados

ALMT aprova lei de Dr. João sobre funeral de transplantados

Famílias de baixa renda que perderem um parente transplantado antes da alta hospitalar poderão ter o enterro custeado pelo Estado. A Assembleia Legislativa de Mato Grosso aprovou nesta quarta-feira (7), em segunda votação, o projeto do deputado Dr. João (MDB) que estende ao receptor de órgão o auxílio-funeral que a lei estadual garante desde 2001 aos doadores. O texto segue para sanção do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e passa a valer na data em que for publicado.

O benefício vale para a morte que ocorre antes da alta e é decorrente do procedimento de transplante. A família precisa comprovar três condições: que a cirurgia foi feita em hospital público ou conveniado ao Sistema Único de Saúde, que o óbito aconteceu antes da alta e que se enquadra no critério de baixa renda. Pelo projeto, tem baixa renda a família inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal ou com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa.

O auxílio aos receptores seguirá os mesmos parâmetros e limites já aplicados ao pagamento feito às famílias de doadores, previstos na lei de 2001. A mudança acrescenta um novo artigo à norma original, sem alterar as regras que já valem para os doadores.

Na justificativa, Dr. João cita os riscos dos transplantes de órgãos sólidos, como rim, fígado e coração. São procedimentos de alta complexidade, com registro de mortes nos primeiros dias ou semanas após a cirurgia, sobretudo entre pacientes que já chegam em estado grave. O deputado argumenta que, nesses casos, a família enfrenta ao mesmo tempo a perda e um custo que pode ficar entre R$ 3 mil e R$ 7 mil, valor médio de um funeral no país segundo os dados reunidos no projeto.

Da tribuna, na mesma sessão, o parlamentar defendeu que o Estado esteja ao lado dessas famílias com "acolhimento e não o abandono". Dr. João foi reeleito no domingo (4) com 55.955 votos e tem a saúde como principal bandeira.

O projeto também traz os números da rede estadual de transplantes, com base em dados da Secretaria de Estado de Saúde. Em 2025, Mato Grosso fez 17 captações de múltiplos órgãos e coletou 42 órgãos, entre corações, fígados e rins, contra 13 captações e 36 órgãos em 2024. Nos transplantes de córnea, o Estado registrou 303 doadores, 596 córneas captadas e 347 transplantes no ano passado.

A proposta foi protocolada em março. A Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social deu parecer favorável em maio, com relatoria de Sebastião Rezende (União), e o texto passou em primeira votação no dia 20 daquele mês. Em agosto, a Comissão de Constituição, Justiça e Redação aprovou o parecer do relator Eduardo Botelho (MDB), e a votação final aconteceu nesta quarta. O projeto foi um dos mais de 20 aprovados depois que a Assembleia votou o veto ao reajuste dos servidores do Judiciário, que trancava a pauta.

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