04 de Março de 2026
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Política Sábado, 17 de Janeiro de 2026, 11:49 - A | A

Sábado, 17 de Janeiro de 2026, 11h:49 - A | A

"Se eu morrer"

Após questionar contratos da Prefeitura, vereador afirma estar ameaçado

Parlamentar afirma que passou a se sentir ameaçado depois de tornar públicas suspeitas sobre contratos milionários

Rojane Marta/Fatos de MT

O vereador Luciano Demazzi (União), do município de Aripuanã, afirmou estar preocupado com a própria segurança após intensificar denúncias sobre supostas irregularidades na gestão da prefeita Seluir Peixer Reghin, também do União. Segundo o parlamentar, o receio surgiu depois que ele passou a divulgar, de forma mais incisiva, questionamentos sobre contratos e despesas da administração municipal.

Nos últimos dias, Demazzi tem usado as redes sociais para relatar suspeitas envolvendo o uso de recursos públicos. Entre os principais pontos citados está um gasto superior a R$ 1 milhão com um serviço de fumacê, que, conforme o vereador, teria sido pago em novembro, mas não foi executado de forma compatível com o valor desembolsado. Ele afirma que o serviço teria passado por poucas ruas da cidade, apesar do alto custo registrado.

O vereador também questiona despesas com limpeza urbana, citando um contrato de quase R$ 1 milhão empenhado no mês de março, sem que ele identifique resultados visíveis na cidade. Além disso, levanta dúvidas sobre a adesão a uma ata no valor de R$ 30 milhões para a implantação de uma usina solar, apontando falta de clareza sobre a necessidade e a execução do projeto.

Outro ponto destacado pelo parlamentar é a situação de uma estrada que liga a região de Conselvan, obra que, segundo ele, teria previsão orçamentária de cerca de R$ 9 milhões. Demazzi afirma que, apesar do valor previsto, o trecho permanece em condições precárias e que os investimentos realizados no local seriam irrisórios diante do montante informado no projeto.

Após tornar públicas essas denúncias, o vereador relata que passou a sofrer pressões e decidiu manifestar, em vídeo, temor por possíveis represálias. Na gravação, ele afirma que continuará cobrando explicações e diz que não pretende se calar diante do que classifica como indícios de crimes contra o patrimônio público. O parlamentar também menciona que parte das ações da prefeitura teria ocorrido por meio de adesões de atas, sem licitação direta.

Demazzi afirma ainda que alguns serviços, como o fumacê, teriam sido realizados sem autorização do Ministério da Saúde. Ao final do vídeo, ele faz um alerta público e diz que, caso algo aconteça com ele, a responsabilidade deve ser atribuída a pessoas ligadas à administração municipal.

Até o momento, a Prefeitura de Aripuanã não se manifestou oficialmente sobre as acusações feitas pelo vereador.

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