O deputado Valdir Barranco (PT) contestou declarações do secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, durante audiência pública na Assembleia, na qual o governo afirmou que a União teria reduzido repasses para Mato Grosso. O petista classificou a fala como tentativa de “terceirizar problemas”.
“É típico desse governo vir para audiências e, para justificar incompetência, terceirizar o problema”, disse.
Segundo Barranco, há quase R$ 500 milhões enviados pelo governo federal “paralisados nas contas do Estado”, sem aplicação prática na rede de atendimento. Ele citou investigações já apuradas pelo Ministério Público Federal, que teriam confirmado a existência de recursos federais não utilizados.
“A saúde de Mato Grosso é mal administrada. Há filas enormes para cirurgias e tratamentos importantíssimos, enquanto centenas de milhões ficam parados. É só andar nas ruas ou visitar os municípios para ver a realidade”, afirmou.
Barranco disse ter sido informado de que o secretário foi “emparedado” durante a audiência por deputados, entre eles Lúdio Cabral, Botelho e outros parlamentares, e concluiu que a gestão estadual precisa assumir responsabilidades ao lado do governador Mauro Mendes e do ex-secretário Gilberto Figueiredo.
Críticas ao prefeito Abílio Brunini
O parlamentar também voltou a criticar o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL). Para Barranco, o gestor “precisa amadurecer” e parar de rejeitar recursos federais por motivos ideológicos.
“O prefeito tem que acolher todos os recursos, independente de quem venha. Só depois, na eleição, cada um defende seu projeto”, afirmou.
Barranco citou ainda a notificação expedida pelo Ministério Público do Trabalho, que determinou a retratação de Abílio após vídeo em que ele sugeria que empresários perseguissem ou demitissem funcionários que comemoraram a prisão de Bolsonaro. “Foi uma fala horrorosa. Espero que ele esteja revendo isso. É preciso amadurecer”, concluiu.





