O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (Podemos), afirmou que ainda não há definição sobre o destino do Hospital Júlio Müller e que vai cobrar publicamente o andamento do tema durante sessão legislativa. A declaração foi dada em entrevista nesta quarta (18) ao comentar o prazo que havia sido estabelecido para encaminhamento da proposta.
Segundo Russi, a responsabilidade de avançar com o debate ficou a cargo do deputado Wilson Santos, que chegou a apresentar um projeto e coletar assinaturas, mas ainda não formalizou o encaminhamento.
“Não foi resolvido ainda. Vou cobrar o deputado Wilson Santos. Já venceu esse prazo e vou aproveitar a sessão de hoje para que ele dê seguimento e solução para esse problema”, afirmou.
O presidente da ALMT destacou que, apesar de a conclusão da obra estar prevista apenas para o próximo ano, a definição antecipada é importante para garantir segurança aos profissionais de saúde e à gestão do serviço.
“É uma obra que conclui só no ano que vem, mas quanto antes resolver, mais tranquilidade para todo mundo, principalmente para os profissionais”, disse.
Russi também comentou o andamento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, instalada para apurar questões relacionadas à gestão do setor em Mato Grosso.
Ele rebateu críticas de que a comissão teria motivação política e afirmou que a CPI cumpre papel institucional de fiscalização. “Eu não vejo como provocação. Toda CPI tem cunho político porque é formada por parlamentares, mas, enquanto instituição, ela tem uma responsabilidade”, declarou.
O presidente da Assembleia defendeu que os trabalhos resultem em conclusões objetivas e prestação de contas à sociedade. “A CPI não pode acabar em pizza. Precisa investigar e dar respostas para a imprensa e para a população”, afirmou.
Russi disse ainda que, mesmo sem participar diretamente dos trabalhos da comissão, pretende acompanhar o andamento das investigações para garantir que o processo ocorra de forma imparcial.
Segundo ele, a apuração deve evitar julgamentos antecipados e focar na busca por soluções para problemas estruturais da saúde pública no Estado.
“A ideia é fazer um trabalho sério, sem crucificar ninguém antes do tempo, mas avançando para melhorar a saúde e esclarecer dúvidas da população”, concluiu.










