A construção de uma escola no bairro Matias Neves, em Rondonópolis, está parada há quase dois anos, e as crianças da região precisam percorrer até 10 quilômetros para estudar. A situação foi relatada na quarta-feira (21), na Assembleia Legislativa, pelo deputado Thiago Silva (MDB), que esteve no local na véspera. A reforma da escola Carlos Pereira Barbosa, também na cidade, está igualmente parada.
"Fui lá in loco, não tinha um trabalhador, não tinha uma pessoa trabalhando", disse. Segundo o parlamentar, ainda faltam o piso em boa parte do prédio, a parte hidráulica e a conclusão da parte elétrica. A região do Matias Neves, afirmou, tem entre 25 mil e 30 mil moradores, "maior do que muita cidade do Estado".
O governo estadual repassou os recursos para que a prefeitura executasse as duas obras. Por isso, a cobrança se dirige ao município. "O governo do Estado fez a sua parte, e aí cabe à prefeitura agora notificar essas empresas e entregar essa obra o mais rápido possível", disse. "Se o problema é da construtora, já deveria chamar outra construtora."
O deputado apresentou requerimento para que a Secretaria de Estado de Educação notifique a Prefeitura de Rondonópolis. A meta é que as duas unidades estejam prontas para o início do ano letivo de 2027. A cobrança, segundo ele, também foi pedida pelo vereador Ozeias Reis e por lideranças do bairro, como Carlos Bispo, que enviou fotos da obra.
Um segundo requerimento pede concurso público para contratar psicólogos e assistentes sociais para a rede estadual, com um profissional de cada área por escola. O parlamentar citou os casos de violência nas escolas nos últimos anos e disse que as equipes psicossociais implantadas pelo governo ainda são "muito tímidas" diante da demanda. "A dificuldade do aprendizado não está apenas na parte pedagógica. Às vezes é uma questão social", afirmou.
No discurso, o deputado também citou o sexto lugar de Mato Grosso no Ideb do ensino fundamental e atribuiu parte do avanço ao governador Otaviano Pivetta, que respondia pela educação quando era vice de Mauro Mendes. Ele lembrou que cerca de R$ 140 milhões para creches foram garantidos no PPA e no orçamento, em articulação com o Gaepe, do Tribunal de Contas, e voltou a cobrar um campus regular da Unemat em Rondonópolis.
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