Às vésperas do julgamento dos acusados pelo assassinato de sua filha, o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) afirmou que acompanhará presencialmente o Tribunal do Júri marcado para a próxima quinta-feira (22), às 8h, em Nova Mutum, a 269 km de Cuiabá. Os réus são os irmãos Romero Xavier Mengarde e Rodrigo Xavier Mengarde, que confessaram participação no crime.
Raquel Maziero Cattani, de 26 anos, produtora rural em Nova Mutum, foi morta a facadas dentro da própria casa, em (18.07.2024). Segundo a acusação, Rodrigo Xavier Mengarde, ex-cunhado da vítima, teria sido o autor dos golpes, enquanto o ex-marido, Romero Xavier Mengarde, é apontado como o mandante do assassinato.
Em entrevista à imprensa nesta quarta-feira (14.01), Cattani afirmou que, embora espere a condenação dos réus, o sentimento predominante é de inconformismo diante do tempo levado para que o caso chegasse a julgamento. “Demorou um ano e meio para levar essas pessoas ao júri. Acho que serão condenados porque são réus confessos e as provas são infalíveis, mas isso não trará nossa menina de volta”, disse.
O parlamentar ressaltou que a eventual condenação não representa, para a família, um senso pleno de justiça. “Nós nunca mais vamos ver nossa filha, nem os filhos dela vão ver a mãe. Para mim, não existe um sentimento real de justiça”, afirmou.
Gilberto Cattani confirmou que permanecerá na plateia durante o julgamento. A esposa dele, Sandra Cattani, foi arrolada como testemunha e deverá prestar depoimento ao longo da sessão. “Quem vai ficar mais à frente é ela, mas eu estarei presente”, explicou.
Questionado sobre a possibilidade de reencontrar os acusados durante o júri, o deputado afirmou não saber como reagirá. “Nunca mais fiquei frente a frente com eles. A reação vai ser nula, não há o que se possa fazer. Qualquer pai ficaria totalmente consternado”, declarou.








