A fala do vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), sobre “governante que pede 30% de volta” provocou reação direta do senador Jayme Campos (União), que negou qualquer envolvimento em irregularidades, afirmou não ter “nenhum BO” na vida pública e cobrou que o vice apresente nomes e provas das acusações feitas.
Sem citar nomes, Pivetta afirmou em discurso recente que a população não aceita mais práticas de desvio de recursos públicos e mencionou gestores que “pedem 30% de volta”. A declaração foi interpretada como referência a práticas conhecidas no meio político e ocorre em um momento de movimentação antecipada para as eleições de 2026. Leia mais: Sem citar nomes, Pivetta critica “governante que pede 30%”
Em resposta, Jayme Campos rejeitou qualquer associação à fala e afirmou que sua trajetória pública não registra irregularidades. “Essa carapuça não serve para o Jayme Campos. São mais de 40 anos de vida pública e não tem um BO. Nenhum. Zero”, declarou.
O senador também destacou sua atuação na destinação de recursos e afirmou já ter liberado mais de R$ 1,6 bilhão em investimentos.
Durante a resposta, Jayme elevou o tom ao classificar a declaração como irresponsável e cobrou que Pivetta identifique quem seriam os agentes públicos envolvidos.
“Ele tem que indicar os nomes de quem está pegando 30%. É muito fácil acusar. Eu não acuso ninguém sem prova”, disse.
O parlamentar afirmou ainda que, caso fosse comprovado qualquer repasse irregular ligado ao seu nome, estaria disposto a renunciar ao mandato. “Se achar um prefeito que deu alguma vantagem para mim, eu renuncio”, declarou.
Jayme também sugeriu que a fala pode ter sido direcionada a outros agentes políticos, mas reforçou que não admite ser incluído de forma genérica em acusações.
Contudo, ao mesmo tempo, indicou que existem irregularidades no meio político, sem detalhar casos. “Tem muito malandro por aí. No momento certo, vamos dizer quem é, quanto está recebendo e como”, afirmou.









