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Política Segunda-feira, 26 de Outubro de 2026, 14:38 - A | A

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VOTOS DA DIREITA EM LULA?

Mauro Mendes diz que migração de votos para Lula “merece ser estudada” e prevê crise fiscal

Senador eleito afirma que a maior parte dos votos de candidatos do primeiro turno, como Caiado, foi para o petista, mas diz que não fará “nenhuma ilação”

Rojane Marta/Fatos de MT

Reprodução

Mauro Mendes; Eleições 2026; Senado Federal; Júlio Campos; Família Campos; Família Riva;

O senador eleito Mauro Mendes (União Brasil) afirmou, em Brasília, depois da derrota de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial, que a migração dos votos de candidatos do primeiro turno para o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “merece ser estudada”. “A maior parte da migração dos votos do primeiro turno foi pra ele”, disse. Mauro citou como exemplo os eleitores de Ronaldo Caiado (PSD), que disputou a Presidência no primeiro turno. “É como se os votos do Caiado, que é um governador de direita, que se postava fortemente nesse campo político, migrasse majoritariamente para o presidente Lula”, afirmou. Em seguida, ponderou: “Eu não vou fazer nenhuma ilação, muito menos afirmações”.

Os números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que Lula cresceu bem mais que o adversário entre os dois turnos. O petista ganhou cerca de 10,3 milhões de votos do primeiro para o segundo turno, contra 3,7 milhões de Flávio. No primeiro turno, Flávio terminou na frente, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. No segundo, Lula foi reeleito com 51,77%.

Sobre a atuação no Senado a partir de fevereiro de 2027, Mauro disse que vai “trabalhar pelo Brasil”. “Nenhum senador pode trabalhar contra o nosso país”, afirmou. Mesmo assim, previu dificuldades para o próximo mandato de Lula. “Existe uma crise contratada desse país, gravíssima, que vai acontecer. Não tenho dúvida disso. Não estou desejando, os números mostram isso”, declarou.

O ex-governador disse que alerta há anos para a crise fiscal do país. Ele citou uma dívida de “mais de 11 trilhões” e um déficit da Previdência “que ultrapassa 500 bilhões”. Também criticou a disputa do Congresso pelas emendas parlamentares. “Enquanto o Congresso fica brigando por migalhas de emendas parlamentares na casa de 50 bi, só o déficit da Previdência já vai ultrapassar 500 bilhões, dez vezes mais”, afirmou.

Mauro também comentou as denúncias de corrupção que marcaram a campanha. “Acontece contra o presidente Lula, acontece contra o filho do presidente Lula, aconteceu com diversas pessoas. O que é e o que não é verdade merece uma apuração com mais isenção”, disse. O senador eleito lamentou o que chamou de politização desses temas. Segundo ele, deveriam ser “tratados pela polícia sem torná-los temas eleitorais”.

Mauro viajou a Brasília no domingo para acompanhar a apuração e esperar a vitória de Flávio. Pela manhã, depois de votar em Mato Grosso, tinha previsto que o candidato do PL venceria por 4 a 5 pontos percentuais. Lula venceu por 3,5 pontos. Em Mato Grosso, Flávio teve 66,06% dos votos válidos.

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