Nova Mutum vai pagar R$ 13.244,60 por mês ao diretor que comandará o Centro Integrado de Saúde Dr. João Batista. A unidade reúne o Pronto Atendimento Municipal 24 horas, o centro de especialidades médicas, o laboratório municipal, o serviço de raio-X e a farmácia que abastece o pronto atendimento. O cargo foi criado pela Lei Complementar nº 318/2026, aprovada pela Câmara e sancionada pelo prefeito Leandro Félix Pereira em 28 de outubro. Haverá uma vaga, com jornada de 40 horas semanais e livre nomeação. A lei foi publicada nesta terça-feira (3).
O único requisito para o posto é ensino superior completo, em qualquer área. A lei não exige formação em saúde nem experiência em gestão. O diretor responde ao secretário municipal de Saúde e entra na estrutura de cargos comissionados da secretaria, criada por lei complementar de 2022.
A direção vai responder pelo funcionamento de todos os serviços do centro. Entre eles está o Serviço de Atendimento Especializado (SEA), e a lei manda zelar pelo acolhimento, pelo acompanhamento contínuo dos pacientes e pelo sigilo das informações. O diretor também cuida da escala de trabalho, do controle do patrimônio, da manutenção do prédio, do abastecimento de medicamentos e insumos e da fiscalização das empresas terceirizadas que prestam serviço na unidade, incluindo horários e qualidade do atendimento.
A fila por atendimento especializado aparece de forma direta no texto. O ocupante do cargo terá de organizar as agendas dos médicos especialistas em conjunto com a Central de Regulação Municipal. Também terá de acompanhar a demanda reprimida, o absenteísmo dos pacientes e o tempo de espera por consultas e exames, e propor à secretaria medidas para reduzir esses números. Relatórios periódicos sobre funcionamento, demandas e dificuldades da unidade fazem parte da função.
No mesmo Diário Oficial, a prefeitura abriu credenciamento de médicos para consultas especializadas em cardiologia, ginecologia e obstetrícia, ortopedia e neurologia, com prazo de 12 meses para a entrega de documentos e propostas.
A lei não informa quem vai ocupar o cargo, quem fazia a gestão da unidade até agora nem o impacto da nova despesa na folha da Saúde.
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