O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, afirmou que as ações da Aliança pela Água elevaram em 40% a quantidade de água colocada no sistema de abastecimento de Várzea Grande. Segundo ele, os investimentos realizados até agora ainda são pequenos, e a próxima etapa das obras depende da chegada de equipamentos importados para as estações de tratamento.
Ao comentar os gastos, Pivetta demonstrou cautela ao estimar os valores aplicados. “Falar para vocês que nós não gastamos nada até agora. Gastamos, acho que, não sei se dois milhões de reais”, declarou. Questionado por um jornalista se o valor era de bilhões ou milhões, confirmou que se tratava de milhões e acrescentou que a oferta de água no sistema aumentou 40%.
De acordo com o governador, os equipamentos adquiridos no exterior começaram a chegar e devem permitir o avanço das intervenções de maior porte nas Estações de Tratamento de Água (ETAs). Ele, porém, não apresentou um cronograma para a conclusão dos serviços nem estimativa do custo total das obras.
A Aliança pela Água foi formalizada por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o Governo do Estado, a Prefeitura de Várzea Grande, o Ministério Público Estadual e o Tribunal de Contas do Estado. O acordo prevê medidas emergenciais e ações de longo prazo para enfrentar os problemas de abastecimento no município, cujo sistema é operado pelo Departamento de Água e Esgoto (DAE-VG).
Pivetta também reconheceu que as dificuldades não estão restritas à produção de água, mas envolvem a distribuição. Segundo ele, houve ataques à estrutura do sistema, incluindo a retirada de hidrômetros.
“Muito ataque criminoso. Semana passada arrancaram lá 200 hidrômetros. Fizeram terrorismo lá. Essas coisas que são inacreditáveis, né?”, afirmou.
O governador não especificou em quais bairros os equipamentos teriam sido retirados nem informou se houve registro policial sobre os casos. Apesar dos episódios relatados, disse que as ocorrências não vão interromper o andamento das ações.
Pivetta afirmou ainda que acompanha pessoalmente as intervenções em Várzea Grande e que costuma visitar o município aos sábados para fiscalizar o andamento da Aliança pela Água.
“Todo sábado eu vou para Várzea Grande. É o meu hobby do final de semana ir lá fazer uma vistoria na Aliança pela Água. Está andando bem”, declarou.
Planos para Cuiabá e região
Além do abastecimento em Várzea Grande, o governador comentou planos para o Vale do Rio Cuiabá, região que inclui Cuiabá, Várzea Grande, Poconé e Nossa Senhora do Livramento. Segundo ele, a intenção é deixar um legado para a Baixada Cuiabana, mas a execução das iniciativas depende de articulação com as prefeituras.
Pivetta demonstrou otimismo em relação à administração de Cuiabá, comandada pelo prefeito Abílio Brunini (PL), e afirmou perceber disposição para parcerias.
Na Capital, o governador apontou a população em situação de rua como uma das prioridades. Ele defendeu a criação de uma estrutura para acolher essas pessoas e afirmou que a equipe responsável foi orientada a intensificar as ações.
Apesar das declarações, Pivetta não apresentou prazos, custos ou detalhes operacionais para as medidas previstas em Cuiabá, assim como não informou quando as obras de maior porte nas estações de tratamento de Várzea Grande deverão ser concluídas.
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